
Pode ter um pouco de exagero no título acima, mas é o que muitos pensam a respeito das eleições presidenciais nos Estados Unidos, no final deste ano. Já nas prévias para a escolha de quais serão os candidatos dos dois maiores partidos do país (o Republicano, da situação, e o Democrata, da oposição) que substituirão a Era Bush na Casa Branca, as primeiras surpresas surgem, embora ainda haja muito tempo e muitos estados para contar.
O sistema eleitoral norte-americano é incomum a nosso gosto, embora dê poder de escolha a todos os 50 estados da Federação, com uma quantidade definida de delegados partidários para cada um deles. Os dois partidos têm pré-candidatos à Presidência dispostos a ganhar o direito de concorrer. A luta promete ser equilibrada e a escolha de cada partido deverá ser determinante para definir qual partido se dará bem nas eleições de novembro.
Entre os democratas, por exemplo, o senador Barack Obama larga na frente, surpreendendo a favorita ex-primeira-dama Hillary Clinton na luta pelo direito de se candidatar. Uma candidatura de Obama seria um marco por representar a primeira chance real de um não-branco (no caso, um mulato, filho de pai negro e mãe branca) chegar à Casa Branca, realizando uma antiga fixação dos mestres da ficção norte-americana... Mas há o temor de que um descendente de muçulmanos (o pai de Obama é de origem queniana) assuma a presidência dos Estados Unidos, coisa em que muitos nem querem pensar (efeito 11 de Setembro). Por isso, há a hipótese de que os democratas só terão alguma chance de voltar ao poder se Hillary Clinton for a candidata (no que também será um marco, por ser a primeira vez que uma mulher concorre à Casa Branca com reais chances de eleição).
Isto posto, as convenções do Partido Republicano ganham grande importância, porque dali pode surgir o sucessor do correligionário George W. Bush. O pastor protestante Mike Huckabee surpreendeu nas prévias de Iowa, o primeiro estado (onde Obama venceu entre os democratas), mas o ex-senador John McCain (preterido em eleições anteriores, quando certamente teria mais chances de ser eleito) começa a ter sinais de reação, embora seja notório defensor da permanência das tropas do país no Iraque, contrariando a grande maioria da opinião pública. Porém, o candidato republicano com mais chances de vencer as eleições, segundo alguns analistas, é o ex-prefeito de Nova Iorque, Rudolph Giuliani - conhecido por comandar a reação da cidade após os atentados terroristas que destruíram o World Trade Center em 2001. Enquanto isso, no lado adversário, Obama continua ganhando importantes votos para concorrer à sucessão de Bush.
As cartas estão na mesa, e os dois maiores partidos dos Estados Unidos terão que jogar com sabedoria. Resta saber como o mundo vai reagir depois das maiores eleições presidenciais do planeta.
Seriamente, apenas Mcain, Giulianni,Hillary, tem preparo para ser presidentes da America!
ResponderExcluirO mundo, como sempre, continuará odiando os Estados Unidos. Não importa o resultado das eleições.
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