No link abaixo, site que mostra os paralelos entre a doutrinação nazista e o Islã radical dos dias de hoje. É estarrecedor.
23.2.07
22.2.07
CHAMA O BOZO DE VOLTA!

Visando recuperar a vice-liderança na audiência perdida há tempos para a Record (o que, convenhamos, não surpreende nem um pouco), o SBT de Silvio Santos anunciou sua nova grade de programação. Bem, nova em termos.
Entre outras pérolas, a emissora anunciou a volta do Viva a Noite (agora apresentado por Adriane Galisteu; será que o pintinho amarelinho vai voltar?), TV Animal (santo Deus, nem me lembrava mais desse programa!!!) e Tentação.
Do jeito que as coisas estão indo, só falta o SBT ressuscitar Fantasia; Boa Noite, Cinderela; Cocktail (aquele dos stripteases) e o "crássico" Cidade Contra Cidade. Pelo visto, lá pelos lados de Osasco, os anos 80 e 90 estão de volta.
AQUI SE PLANTA, AQUI SE COLHE
Notícia da coluna de Ancelmo Gois, no Globo de hoje:
MÃOS AO ALTO!
João Otávio Brizola, filho do político que ergueu o Sambódromo, levou amigos uruguaios à Sapucaí. Na saída, o grupo foi assaltado.
Os ladrões levaram celulares e uma filmadora.
Mais um legado da Era Brizola. Não estou falando da Passarela do Samba. Falo, sim, de um fato corriqueiro, que se intensificou há quase duas décadas e meia. A diferença é que, desta vez, os descendentes sentiram na pele.
UMA VITÓRIA JUSTA

A Beija-Flor conquistou nesta quarta seu décimo título no Grupo Especial - e, desta vez, de forma incontestável, com mais de um ponto à frente da vice-campeã Grande Rio (pela segunda vez seguida, uma surpresa). O título coroou a bem-sucedida figura da comissão de carnaval, criada em Nilópolis: desde 1998, cinco títulos e quatro vices em dez Carnavais.
A injustiça, porém, foi ver o Salgueiro, com um desfile tão bom, ficar de fora do Desfile das Campeãs no sábado. Talvez isso sirva - com um pouco de ironia - para que entre para a história como um desfile "único" (como o da Mangueira em 1999, o do próprio Salgueiro em 2000 e 2003 e da Porto da Pedra em 2005).
Aliás, essa apuração foi uma das mais equilibradas de todos os tempos. Fossem quem fossem as duas rebaixadas, o certo é que elas não haviam feito desfiles para tal. Império Serrano e Estácio de Sá estão de volta ao Grupo de Acesso - que, diga-se, promete ser emocionante no próximo ano. Espera-se que com melhor nível técnico, pois o deste ano foi de amargar.
Falando em Acesso, foi previsível e justo o título da São Clemente, que fez disparadamente o melhor desfile da noite de sábado. Assim como foi justa a queda da Tradição, que foi uma lástima, para o Grupo B de 2008. Surpresa foi o vice da Caprichosos, que não era cotada.
O Carnaval de 2007 acabou. Mais, só no ano que vem. Agora, o ano começa pra valer.
20.2.07
GRUPO ESPECIAL: SEGUNDO DIA

A segunda noite do desfile das escolas do Grupo Especial teve um nível técnico melhor que o do primeiro, e o resultado que será divulgado amanhã será imprevisível. As escolas se mostraram luxuosas e cheias de animação, no primeiro Carnaval totalmente feito na Cidade do Samba.
A noite começou com o desfile da Porto da Pedra. A vermelha-e-branca de São Gonçalo não fez uma apresentação à altura de seu bom samba-enredo. Se bem que o tema, difícil, não ajudava muito. Apesar do esforço, a escola não ganhou o público.
A Unidos da Tijuca fez o segundo desfile, e mostrou que aprendeu muito com a passagem de Paulo Barros, que lhe deu dois vice-campeonatos. Alguns carros eram claramente inspirados nos desfiles anteriores. O desfile foi bem inspirado, altamente coerente com o enredo sobre a fotografia, com alegorias e fantasias criativas.
O Salgueiro, disposto a apagar a colocação ruim do ano passado, fez um desfile arrasador, um dos melhores do ano. O tema afro resgatou grandes enredos da história da escola. O ótimo samba-enredo emoldurou o brilhante desfile salgueirense, com traços clássicos e de bom gosto, nas fantasias e alegorias. Um desfile perfeito e excelente.
A Portela entrou na Sapucaí com animação, disposta a acabar com o jejum de 23 anos sem títulos - e, pelo que mostrou, tem o direito de sonhar pelo menos com uma vaguinha no Sábado das Campeãs. O tema sobre os Jogos Pan-Americanos foi muito bem-explorado pela escola, que contou com grandes figuras do esporte brasileiro e com alegorias alegres e multicoloridas.
A Imperatriz fez o desfile típico de Rosa Magalhães: técnico. Mas pelo menos foi melhor do que o do ano passado, apesar do péssimo samba-enredo, o pior do Grupo Especial deste ano, na minha opinião. Alegorias de cores vivas e condizentes com o enredo, sobre o mercado de pesca do bacalhau, pontuaram o desfile com brilhantismo.
Logo depois, entrou a Grande Rio, querendo o título que lhe escapou por pouco no ano passado. O enredo foi a sua terra natal, a cidade de Duque de Caxias. O desfile foi bom, porém mais morno que o esperado, pois a escola conta muito com a força da comunidade. De ruim, o fato de o carro abre-alas ter pego fogo depois de deixar o desfile, nos arredores da Passarela do Samba.
Encerrando o desfile, a Beija-Flor mostrou por que é a líder do ranking da LIESA, combinando técnica com emoção, além do enredo bem-explorado pela Comissão, que o conduziu com competência. Mais uma vez, a força da comunidade nilopolitana deu o tom da escola. A agremiação terminou o desfile com o dia já amanhecendo, raiando o "Sol da liberdade" do ótimo samba.
Desfiles consumados, cabe a pergunta: quem leva? Pra mim, o título fica entre Salgueiro e Beija-Flor, com Viradouro e Vila Isabel correndo por fora. E quem cai? Não faço idéia, pois os desfiles foram ótimos. Duas escolas sofrerão a degola, e não arrisco em apostar.
19.2.07
GRUPO ESPECIAL: PRIMEIRO DIA

O desfile das escolas de samba do Grupo Especial não teve grandes novidades em seu primeiro dia. À exceção de uma surpresa aqui ou ali, não houve grandes impactos. Mas os que existiram foram marcantes.
Depois de dez anos fora do Grupo Especial, a Estácio de Sá fez um desfile altamente luxuoso para reeditar o enredo O Tititi do Sapoti, de 1987. Até certo ponto, surpreendente, levando-se em consideração o longo tempo de ausência na elite.
A Império Serrano usou sua história de 60 anos e as inovações que fez como pano de fundo para homenagear aqueles que fizeram a diferença, apesar das dificuldades impostas pela natureza. A sua bateria, como sempre, fez uma apresentação impecável. Mas o desfile, apesar do esforço da comunidade da Serrinha, não teve o impacto esperado - até por causa do samba-enredo, bem inferior ao do ano passado.
A Mangueira fez uma boa apresentação, e a comissão de frente combinada com o pede-passagem causaram boa impressão inicial. Mas a escola fez um desfile um tanto arrastado, depois disso. Como nota negativa, a falha de comunicação que tirou Beth Carvalho do desfile.
A Viradouro fez uma apresentação dentro do esperado, por causa do seu carnavalesco Paulo Barros - como grande destaque, o carro em que a bateria se apresentou até o recuo, quando foi substituída por falsos ritmistas. Mas algumas alegorias foram muito parecidas com as da Unidos da Tijuca em anos anteriores, quando o carnavalesco era o mesmo Barros - por exemplo, o carro que retratava o jogo "Onde Está Wally?". A ala das baianas foi muito parecida com a da Mocidade no ano passado. E o carro do Pinball se parecia com qualquer coisa, menos com mesa de fliperama. De todo modo, a escola de Niterói fez uma apresentação agradável.
Também estreando carnavalesco novo, a Mocidade fez um desfile digno, apesar do tema óbvio e da frieza das arquibancadas, mesmo porque entrou depois da Viradouro. A despeito de a escola ter ficado quase dez minutos parada na Avenida - um dos integrantes do carro abre-alas passou mal e teve que ser retirado pelos bombeiros no meio do desfile - não houve grandes problemas. Apesar de corriqueiro, o enredo foi bem explorado, com destaque para a aparição, no último carro, dos funcionários do próprio barracão, em homenagem aos trabalhadores do Carnaval.
A atual campeã, Vila Isabel, encerrou o primeiro dia com um desfile que lhe dá condições de brigar pelo bicampeonato. O tema foi muito bem explorado (melhor, por exemplo, que na Viradouro) e a animação dos integrantes e o luxo das fantasias deram o tom do desfile. O enredo é uma síntese da própria escola, que falou sobre a metamorfose que ela própria sofreu, depois de um longo período de vacas magras.
18.2.07
O MELHOR E O PIOR DA SEGUNDONA DO SAMBA

O desfile do Grupo de Acesso do Rio este ano não teve grandes novidades. Desfortunadamente, houve mais momentos ruins: o amadorismo da Rocinha, que parece não ter lido o regulamento (levou um número de baianas muito menor que o mínimo exigido); o desfalque na comissão de frente da União da Ilha (que comprometeu um desfile ótimo de uma escola que luta pra voltar ao Grupo Especial); o desfile-bomba da Tradição (que fez uma versão piorada do histórico desfile de 1994, com um abre-alas idêntico, alegorias velhas e caídas, desânimo total); a não-transmissão do desfile da Caprichosos (que embarcou na onda da picuinha entre seu presidente e a empresa transmissora do desfile).
Mas houve momentos bons também. A garra da Arranco, que tem um bom samba, mas poucas condições; o desfile perfeito e animado da São Clemente (na minha opinião, a grande favorita ao título); a superação da Império da Tijuca, que foi a grata surpresa do desfile.
Amanhã, devo comentar o primeiro dia do Grupo Especial.
16.2.07
OSCAR 2007: "CARTAS DE IWO JIMA"

Dando prosseguimento à série sobre o Oscar 2007, escrevo hoje sobre Cartas de Iwo Jima, de Clint Eastwood.
Se A Conquista da Honra, que relata o lado americano da famosa Batalha de Iwo Jima, retratou a vitória como um espetáculo e pretexto para propaganda, Cartas de Iwo Jima retrata o lado japonês de forma mais poética. O lado dos que perderam a guerra é contado através das cartas que soldados escreveram para suas famílias e, que por motivos de segurança, passavam por uma espécie de censor dentro das trincheiras. O general, que conhecia o lado adversário pois vivera nos Estados Unidos durante algum tempo, é o lado sábio do Exército Imperial, e é difícil não simpatizar com ele, mesmo lutando pelo Eixo.
Diferente do "lado americano", neste filme a Batalha é mostrada de forma mais crua e realista, e algumas cenas que aparecem num filme são vistas em outro num ângulo diferente. A película é interessante por mostrar um lado da guerra que poucos conhecem - e que os inimigos cumpridores de ordens também têm a quem sustentar. Os próprios japoneses também aprendem isso, de forma contundente.
Indicações: Melhor filme, direção (Clint Eastwood), roteiro original e edição sonora
15.2.07
OSCAR 2007: "A CONQUISTA DA HONRA"

Continuando a série sobre o Oscar 2007, falarei hoje sobre o filme A Conquista da Honra, de Clint Eastwood.
O filme conta sobre os bastidores da fotografia mais famosa da Segunda Guerra Mundial - a tirada durante o finco da bandeira norte-americana na ilha japonesa de Iwo Jima - segundo a visão dos soldados que lá estiveram. Mostra o quanto uma imagem pode valer mais que mil palavras... e também o quanto pode valer tão pouco para outras pessoas.
Através de imagens da guerra em flashbacks e do drama dos que voltaram da guerra e se sentiram joguetes nas mãos dos que mandam, o filme evidencia algo atual: não importa o quanto se luta em uma guerra, sempre haverá poucas coisas do que possa se orgulhar.
Indicações: Melhor mixagem sonora e edição sonora
14.2.07
OSCAR 2007: "A RAINHA"

Dando seqüência à série sobre o Oscar 2007, falaremos sobre A Rainha, de Stephen Frears.
O filme conta a história dos dias seguintes à morte da princesa Diana, e a aparente passividade da família real britânica durante o episódio. Na verdade, havia um choque inevitável entre a tradição funerária (como a recusa do palácio em colocar a bandeira britânica a meio-pau) e os novos tempos, que não aceitavam o que era considerado um desleixo oficial com uma personalidade tão carismática como Lady Di, que era desprezada pela família real nos seus últimos meses de vida. E a produção, graças às grandes atuações do elenco, evidencia o quanto os integrantes reais são humanos, no sentido mais amplo da palavra, apesar de todos os rigores que seus cargos exigem.