20.10.13
Não aprendi a dizer adeus
7.10.12
Depois de um longo e tenebroso inverno...
30.10.10
Por que votarei em José Serra

Está chegando o segundo turno das eleições presidenciais e, para mim, está cada vez mais claro que é uma campanha nivelada por baixo. Isso também tinha acontecido em 2006, mas desta vez ficou além do suportável. Nenhum dos candidatos à Presidência apresentou propostas convincentes ao longo da campanha, e no primeiro turno optei por Marina Silva (PV) por falta de opção melhor. Como a candidata verde não foi para o segundo turno, pela primeira vez votarei em candidatos diferentes para o mesmo cargo executivo, nos dois turnos. Já havia deixado no ar que, em caso de segundo turno entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), meu voto iria para o candidato tucano por uma questão de coerência: a maior experiência administrativa do ex-governador paulista seria uma garantia de que o governo seria conduzido de forma mais austera, ao passo de que a ex-ministra-chefe da Casa Civil não me convence como administradora nem há garantias de que não haverá radicalização no processo democrático nos próximos quatro anos.
Mas que ninguém afirme que coloco a mão no fogo pela oposição. Como eu disse, essa foi uma campanha de baixo nível, a pior nesse quesito desde 1989. Os candidatos perderam tempo demais com questões bobas, como religião e aborto, e deixaram de se aprofundar em assuntos mais relevantes para os interesses nacionais. Ganhe quem ganhar amanhã, de todo modo, o certo é que o próximo ocupante do Palácio do Planalto terá trabalho para governar, já que certamente será visto com ceticismo pela grande maioria da população brasileira, por mais paradoxal que isso possa parecer. Mas é como se estivéssemos dentro de um avião: temos que torcer para que o piloto esteja em boas condições de fazer a máquina voar.
2.10.10
Declaração de voto
Pois bem: não sou muito de expor minhas intimidades rede mundial de computadores afora, pois adoto um estilo discreto. Mas neste caso abrirei uma exceção, mesmo porque é preciso ser franco num momento decisivo como esse. É necessário haver quem defenda suas convicções, e ter o direito de fazer isso. Refiro-me às escolhas que farei na urna eletrônica, neste domingo. Uma oportunidade de exercer o dever democrático, que deveria ser no máximo um direito. De todo modo, apesar de o modelo lulista, alimentado por bolsas-qualquer-coisa e quejandos, praticamente ser consagrado nas urnas, aqui estão os votos que darei na eleição de 3 de outubro, seguidos pelos motivos:
- Deputado estadual: Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB, 45678) - O deputado estadual e ex-vice-governador Luiz Paulo tem experiência no ramo de transportes (é defensor da transformação dos trens em metrô de superfície) e defende a diminuição da carga tributária. Além disso, é notório fiscalizador dos gastos do Poder Executivo do estado. Está em seu segundo mandato seguido e é atuante na Assembleia Legislativa.
- Deputado federal: Otávio Leite (PSDB, 4555) - O ex-vice-prefeito do Rio é dos mais atuantes deputados fluminenses na Câmara. Também defende a redução da carga tributária, e quer que a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 resultem em benefícios para o turismo no Rio, melhorando a estrutura aeroportuária da cidade.
- Senadores: Cesar Maia (DEM, 251) e Marcelo Cerqueira (PPS, 233) - Sim, o terceiro mandato de Maia como prefeito do Rio foi ruim, todos sabemos disso. Mesmo assim, vejo nele mais prós do que contras na hora de votar para senador. Creio que, se ele for eleito, defenderá mais o estado do que Crivella ou Lindberg certamente defenderão um eventual governo Dilma, por mais prejudicial que isso seja para os interesses fluminenses. Já o voto em Cerqueira é mais como um protesto, pois não gosto de anular votos e esta disputa para senador pelo Rio, convenhamos, é bem fraquinha.
- Governador: Fernando Gabeira (PV, 43) - É certo que Sérgio Cabral Filho será reeleito já neste domingo. Mas sua exagerada subserviência ao presidente Lula, desde sempre, me faz ficar com um pé atrás com ele, por mais que tenha sido um bom governador, o melhor desde a fusão - se bem que isso não era tão difícil de acontecer, visto que entre seus antecessores estavam Brizola, Marcello Alencar e o casal Garotinho. Por isso, decidi votar em Gabeira, por simbolizar a ética na política e pelas propostas mais convincentes e realistas, por menos chances de segundo turno que haja nesta eleição.
- Presidente: Marina Silva (PV, 43) - Na boa? Não ando aguentando mais essa pseudobipolaridade toda entre PT e PSDB. Nenhum dos programas de Dilma e Serra me convence! Eu já tinha vontade de votar em um candidato nanico qualquer (tipo Eymael ou Levy Fidélix) só pra aumentar um pouco a possibilidade de segundo turno - como eu disse, anular o voto nem pensar. Mas decidi pela candidata do Partido Verde - mesmo discordando de muitas coisas do que ela diz, como a ênfase no tema ecológico, só pra dar um exemplo - pra dar aquele impacto no processo eleitoral. Esquerda por esquerda, que pelo menos assuma a Presidência uma esquerda coerente, não radical e que pensa um pouquinho a mais que o normal.
28.9.10
1998: Minha estreia presidencial
Dois anos depois do primeiro pleito de que participei (as eleições municipais de 1996), votei pela primeira vez em uma eleição nacional. Daquele momento em diante, participaria das eleições para presidente, governador, senador e deputados. Estava animado até certo ponto pela possibilidade de votar pela primeira vez para presidente da República, mas um tanto decepcionado pelos acontecimentos do ano anterior: a compra de votos pelo então governo para a aprovação da emenda que possibilitava aos membros do Executivo concorrerem à reeleição, que entraria em vigor naquele ano de 1998. Outra modificação era relativa às datas das votações: até então, o primeiro turno era sempre em 3 de outubro e o segundo, em 15 de novembro. Daquela eleição em diante, a primeira votação seria sempre no primeiro domingo, e a segunda, no último domingo de outubro.
Até aí, nada demais. Mas as eleições presidenciais, à medida que a campanha avançava, não me empolgaram nem um pouco. Como o esperado, o então presidente Fernando Henrique Cardoso tentou a reeleição juntamente com o vice Marco Maciel, numa coligação de seis partidos (PSDB, PFL, PPB, PTB, PSL e PSD). Sua mais forte concorrente era considerada a "chapa dos sonhos" da esquerda brasileira, composta por Luiz Inácio Lula da Silva (candidato pela terceira vez) e seu vice, o ex-governador gaúcho e fluminense Leonel Brizola, que havia sido candidato duas vezes ao Planalto. A coligação era, digamos, a nata do esquerdismo nacional na época (PT, PDT, PSB, PCdoB e PCB). Correndo por fora, o ex-governador cearense Ciro Gomes (ex-ministro da Fazenda), tendo como vice Roberto Freire, na coligação liderada pelo PPS e formada pelos hoje extintos PL e PAN.
Além destes três, mais nove candidatos tentaram a Presidência. Entre eles, Enéas Carneiro (PRONA), candidato pela terceira vez, assim como Lula. O ano marcou a primeira candidatura dos hoje xarás veteranos José Maria de Almeida (PSTU) e José Maria Eymael (PSDC), além da única candidatura de Alfredo Sirkis (PV) à Presidência - acabou em sexto com pouco mais de 210 mil votos, mas não ficou de mãos vazias: um vereador carioca foi eleito deputado e, como Sirkis era suplente, tomou posse em seu lugar. Além disso, uma dos candidatos era mulher, pela segunda vez: Thereza Ruiz (PTN), que ocupou grande parte de seu tempo no horário político a criticar o candidato do PPB ao governo paulista, Paulo Maluf.
Eu não estava satisfeito com o governo FHC, e temia votar em Lula por causa de Brizola e seus governos no estado do Rio, cujas consequências se fazem sentir até hoje (aliás, muitos acreditam até hoje que a simples presença de Brizola na chapa foi determinante para a derrota de Lula em 1998). Por outro lado, o programa de Ciro Gomes me era o mais convincente, o que me fez lhe dar o voto. Mas Fernando Henrique Cardoso acabou reeleito no primeiro turno (assim como havia feito em 1994), com 35.936.540 votos (53,06% dos votos válidos), com Lula em segundo (21.475.218 votos, 31,71%) e Ciro em terceiro (7.426.190 votos, 10,97%). FHC foi o vitorioso no Distrito Federal e em quase todos os estados, exceto Ceará (onde Ciro chegou na frente), Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro (onde Lula obteve mais votos).
A vitória de Lula no Rio se deve, em grande parte, à aliança nacional forçada pelo diretório nacional petista, chefiado entre outros por José Dirceu - inicialmente, o candidato do PT ao governo do estado seria Vladimir Palmeira (que o seria, sem a mesma força política de então, oito anos mais tarde), mas a direção nacional praticamente obrigou o partido a se coligar com o PDT de Brizola, que lançou pela segunda vez seguida a candidatura de Anthony Garotinho ao governo. Os petistas indicaram a senadora Benedita da Silva como vice de Garotinho, e o PSB indicou o ex-prefeito carioca e então vereador Roberto Saturnino Braga como candidato da coligação (que também contava com PCdoB e PCB, ou seja, os mesmos cinco partidos da chapa nacional) ao Senado.
O então governador, o tucano Marcello Alencar, estava politicamente desgastado, num governo cheio de acusações de corrupção, e decidiu não tentar a reeleição, indicando seu vice, o colega de partido Luiz Paulo Corrêa da Rocha (apoiado por PMDB, PL e PSD); o candidato da coligação a senador era o ex-governador Moreira Franco (PMDB). Mas o candidato mais disposto a derrotar o favorito Garotinho era o ex-prefeito carioca Cesar Maia, que tinha encerrado o mandato elegendo seu sucessor, Luiz Paulo Conde, e tinha altas taxas de aprovação na capital fluminense. Ele era o candidato do então PFL (atual DEM), apoiado por PPB (atual PP) - que lançou o veterano político Roberto Campos como candidato ao Senado - e PTB. Treze candidatos se prontificaram a chegar ao Palácio Guanabara, recorde até hoje no estado do Rio após a fusão.
Como o esperado, Garotinho e Cesar chegaram ao segundo turno com certa facilidade: o candidato do PDT obteve 3.083.441 votos (46,9%), e o do PFL conseguiu 2.256.815 (34,3%), entre eles o meu. Também votei em Roberto Campos para senador, mas o eleito foi Saturnino Braga - que, no meio do mandato, se envolveria em uma polêmica com um ex-partido seu, o PDT (pelo qual foi eleito prefeito em 1985): foi acusado por um suplente, Carlos Lupi (atual ministro do Trabalho), de não ter cumprido um acordo na época da eleição, de dar o cargo a ele na metade do mandato. Saturnino admitiu a existência de tal acordo, mas se recusou a cumpri-lo, dizendo-se arrependido. Em 2006, foi impedido pelo PT (ao qual já estava filiado depois de sair do PSB) de tentar a reeleição - o partido preferiu apoiar Jandira Feghali, do PCdoB.
Voltemos a 1998. De pouco adiantou a fama de eficiente do candidato Cesar Maia: os votos do interior e a força pedetista ainda existente na época falaram mais alto. Garotinho foi eleito com 4.259.344 votos (58%), enquanto Cesar ficou com 3.087.117 (42%). Era o canto do cisne do PDT no estado do Rio e o início da Era Garotinho, tão nefasta quanto (ou ainda mais que) a Era Brizola foi (e, de certa forma, continua sendo) para a população fluminense.
20.9.10
Uma campanha chocha

Alguém ainda tem dúvida de que a campanha presidencial deste ano é a mais chata e previsível desde a redemocratização? Ela beira o politicamente correto de tão irritantemente "amiguinha" dos candidatos entre si. São poucas as críticas contundentes, além das propostas possíveis. Dilma Rousseff, pelo visto, não deixará escapar a eleição já em 3 de outubro nem com um desastre eleitoral de mastodônticas proporções. José Serra e Marina Silva parecem não ter forças sequer para reagir.
Nada disso lembra as primeiras campanhas pós-redemocratização, como a de 1989, com as polêmicas do segundo turno entre Collor e Lula, ou mesmo a de 1994, quando Fernando Henrique Cardoso se elegeu com as mesmas condições de Dilma (apesar de não ter experiência administrativa, estava escorado em um governo popular, como era o de Itamar Franco naquela época, e em um eficiente programa econômico, o Plano Real, criado pelo próprio quando Ministro da Fazenda), embora com mais chão. Escreverei sobre isso nos próximos dias, para recordar as eleições anteriores e ativar um pouco mais isso aqui (ando sem tempo para atualizar, reconheço).
6.9.10
Descomputadorizado

Na sexta-feira passada, o meu computador funcionava normalmente. No sábado, já não funcionava mais. Tá, ele não era um exemplo de vigor cibernético - era bem lento, demorava horas para abrir uma mísera página e nem o multimídia funcionava direito - mas ainda quebrava um galho. Até que, neste final de semana, ele se foi de vez. Apertei o botão e nada dele reagir.
Gostaria de que isso fosse um belo pretexto para comprar um computador novo, melhor, mais moderno... Enfim, uma máquina que funcione de verdade. Porém, acho que terei que esperar. Espero não aguardar tanto tempo. A propóstio: meu aniversário é no mês que vem. Quero muito que alguém me dê esse belo presente. ;-)
Obs.: Meu computador pifou, mas não está tão mal quanto a foto acima dá a entender. Ele ainda está inteiro, pelo menos. Peguei esta imagem dando sopa na Internet. Achei que seria um bom simbolismo da situação que ora enfrento.
31.7.10
CINCO ANOS JÁ SE PASSARAM...
No último dia 18, este blog completou cinco anos de vida. Devido à crônica falta de tempo e à desestimulante conexão da Internet daqui de casa, não pude comemorar a data do jeito que gostaria. Mas agora estou em férias no meu trabalho e terei um pouquinho mais de tempo pra falar dos assuntos de que mais gosto. Já pra esta semana que começa, pretendo falar sobre as eleições deste ano. Aguardem por mais novidades, até mesmo por um novo visual.
30.6.10
DE VOLTA AO RITMO NORMAL
Tempo de Copa do Mundo, tempo de recesso por aqui. Sobre a maior competição do futebol mundial, estou falando no Golblog FC, ali ao lado. Mas, fora das quatro linhas, as coisas andam quentes. Delas falarei nos próximos dias. Aguardem.
16.5.10
UMA LONGA AUSÊNCIA, MAS EU EXPLICO
Tá, eu não gosto de ficar assim tanto tempo sem escrever por aqui, mesmo com tanto assunto pelo mundo. É que estou com vários problemas para atualizar este blog: muito trabalho, falta de inspiração, outras prioridades que podem influenciar no meu futuro. Afinal de contas, anda difícil arranjar emprego hoje em dia e falta dedicar meus pensamentos no que gostaria de escrever por aqui. Aos meus poucos leitores, peço a compreensão.
2.3.10
ENQUANTO ESTAVA EU A "TIRAR FÉRIAS" DAQUI...
...fazia minha cobertura das Olimpíadas de Inverno pelo Olimpismo; Lula visitou Cuba enquanto um dissidente da ditadura local morria depois de fazer uma greve de fome; ocorreu um megaterremoto no Chile, maior que o do Haiti, mas que causou bem menos mortes; enfim, muita coisa aconteceu. Só não deu pra pintar por aqui porque ainda estou em fase de adaptação: onde eu trabalho tenho que entrar uma hora mais cedo e, portanto, acordar mais cedo também. Quase não tenho tempo pra atualizar e isso me dá uma agonia terrível! Espero comparecer por aqui mais vezes para poder me expressar e dizer quais são minhas opiniões a respeito de tudo que acontece por aí.
3.2.10
PRECISAVA MESMO INDICAR DEZ FILMES?!

O Oscar edição 2010 está aí e uma certa polêmica se dá com a decisão (anunciada no ano passado) da Academia de Artes Cinematográficas de indicar nada menos que dez produções para o prêmio de melhor filme - algo usual até os anos 1940. Com cinco filmes, até dava para definir quais seriam as melhores produções da temporada passada com maior convicção; com dez, fica parecendo (isso se não for realmente) estratégia para os espectadores assistirem ao maior número de filmes no mês pré-cerimônia. Alguns dos indicados ao prêmio de melhor filme têm apenas mais uma indicação (como Um Sonho Possível, que também concorre ao prêmio de melhor atriz, com Sandra Bullock, e Um Homem Sério, que concorre a melhor roteiro original, escrito pelos irmãos Coen), fazendo com que as chances de ganhar o prêmio máximo sejam praticamente nulas.
Porém, se a intenção era valorizar um cinema mais comercial que tenha surpreendido positivamente (como que querendo reparar a injustiça sofrida por Batman, o Cavaleiro das Trevas no ano passado) com uma indicação ao Oscar de melhor filme, essa estratégia da Academia pode ter sido bem sucedida. A indicação de Distrito 9 ao prêmio principal, por exemplo, valoriza uma ficção científica instigante e surpreendente, alegorizando a época do apartheid no país que o produziu, a África do Sul. Já a de Up: Altas Aventuras (a segunda de um longa de animação ao Oscar de melhor filme, depois de A Bela e a Fera em 1992) consagra um grande sucesso popular, que atinge todas as idades. Isso sem falar de Bastardos Inglórios, que mostra um Tarantino mais afiado do que nunca.
Serve de curiosidade o fato de, pela primeira vez depois de 11 anos, dois filmes sul-americanos (o argentino O Segredo de Seus Olhos e o peruano A Teta Assustada, vencedor do Urso de Ouro do ano passado, no Festival de Berlim) serem indicados ao prêmio de melhor filme em língua estrangeira - concorrem com o israelense Ajami (é o terceiro ano seguido em que um filme de Israel concorre nessa categoria), o francês Um Profeta e o grande favorito, o alemão A Fita Branca, que também foi indicado a melhor fotografia. A surpresa se deve a uma política informal da Academia de não indicar dois filmes de uma mesma região específica a filme estrangeiro - a última vez em que isso havia ocorrido foi em 1999, quando o brasileiro Central do Brasil e o argentino Tango perderam para o italiano A Vida É Bela.
Fico me perguntando quais seriam os indicados ao prêmio de melhor filme se ainda fossem apenas cinco os concorrentes, ao invés de dez. Levando-se em consideração o número de indicações obtidas por cada filme, o meu palpite seria de que os indicados seriam, por coincidência, os mesmos que foram indicados ao prêmio de direção: Avatar, Guerra ao Terror, Bastardos Inglórios, Preciosa e Amor sem Escalas. Digo que o Oscar será ganho por um destes cinco filmes. E afirmo, sem o menor medo de errar, que vou fazer essa brincadeira enquanto houver dez indicados ao Oscar de melhor filme...
31.1.10
RATO DE CINEMA
Quem me conhece, sabe que o cinema é uma de minhas maiores paixões. Por isso, a minha obsessão em assistir Avatar e não conseguir porque as salas todas estão lotadas - pelo menos as que passam a cópia a que quero assistir, em 3D e com legendas (a cabeçudice é outra característica minha).
Enquanto não consigo (pelo visto, vai levar tempo pro filme sair de cartaz, visto que é um estrondoso sucesso de bilheteria), vou assistir a outros de meu interesse. O filme que está ali embaixo, por exemplo, Onde Vivem os Monstros, que vi e achei bem simpático como filme "pseudoinfantil". Os que estrearam neste final de semana também estão na lista, mesmo que não entrem na lista de indicados ao Oscar, que será divulgada na terça-feira. Invictus, de Clint Eastwood, fala sobre a luta de um grande líder do nosso tempo (um líder de verdade, Nelson Mandela) para unir o povo de seu país no período pós-apartheid através da seleção sul-africana de rúgbi. Outro que me interessa é Zumbilândia, de Ruben Fleischer, comédia de terror elogiadíssima por onde passa. Num ano em que dez produções serão indicadas ao Oscar de melhor filme, certamente não irão faltar opções.
31.12.09
UM BOM ANO
2009 pode ser considerado um bom ano - pelo menos pra mim. Consegui um bom emprego, estou no auge da criatividade, até meu time foi campeão brasileiro. Ou seja, do ponto de vista pessoal e profissional, este ano que acaba hoje pode ser considerado um dos melhores da minha vida. O momento é de agradecer por tudo de bom que houve e torcer e se esforçar por um 2010 ainda melhor. A fase é excelente e só me resta aproveitar.
Pra quem estiver lendo, desejo um bom ano. Um ano que seja tão bom quanto foi o meu.
20.10.09
A TERCEIRA DÉCADA QUE SE ENCERRA
15.10.09
BREVE AUSÊNCIA
Pra os que me leem constantemente, peço desculpa pela falta de atualização. É que ando sem Internet em casa, o que só deverei ter na semana que vem. Escrevo daqui do trabalho mesmo. Amanhã (espero), volto a atualizar, se tiver tempo. Com direito a texto especial na próxima terça-feira. A quem interessar possa, obrigado pela compreensão.
24.4.09
MAIS UM BLOG NOVO NO PEDAÇO
Por estar um tanto desocupado (sabem como é, tantos feriados nessa cidade...), aproveitei o tempo ocioso e fundei um novo blog. Na verdade, nem tão novo assim - fui forçado a reproduzir e continuar um diário virtual antigo em outro espaço. É o Olimpismo, de cara nova e casa também - o mesmo Blogger de todas as outras casas. Cliquem e conheçam.
17.4.09
O TWITTER E O COMPLEXO DE ROBERTO CARLOS

Nesta madrugada, o ator Ashton Kutcher se tornou o primeiro a alcançar a marca de um milhão de seguidores no Twitter, página de relacionamentos e microblog da Internet. É uma marca histórica e significativa, mas que muitos esquecerão no futuro.
Ele competia com a rede CNN pela primazia de ser a primeira conta a alcançar essa marca. O Twitter é a página que mais cresce na Internet no momento por representar opiniões rápidas e instantâneas que podem mobilizar pessoas (o Facebook acabou de copiar seu visual), mas outras certamente surgirão no futuro - o que faz com que seu destino seja incerto. De todo modo, vamos aproveitar enquanto não surge algo melhor...
Da minha parte, estou muito bem com a minha conta no Twitter. Não tenho a velha pretensão de Roberto Carlos - recém-alcançada por Kutcher - de ter um milhão de amigos, digo, de seguidores. Com meus 14 - por enquanto - estou muito bem, obrigado.
4.3.09
O PULSO AINDA PULSA
Calma, meus seguidores, ainda estou vivo. É que andam faltando ideias para novos textos. Quando eu as tiver ou a inspiração surgir, estarei de volta (tomara que não demore muito tempo).
1.1.09
UMA ESTREIA COM ELOQUÊNCIA
Como todos sabemos, juntamente com o ano de 2009, surgiu a nova Ortografia da Língua Portuguesa. Como escrevi no texto escrito ontem, último dia do ano, decidi aderir a ela de maneira integral neste primeiro dia, apesar de termos ainda quatro anos de grafia dupla. Afinal, como professor formado em Português e aspirante a aspirante a jornalista, a minha obrigação é a de escrever sempre corretamente.
Ainda que tenha que praticar o uso da escrita com maior frequência, minhas ideias para essa prática são as de sempre: muita leitura e um olhômetro ativo. Nem todos os portais da Internet e jornais e revistas aderiram de imediato, apesar de a maioria tê-lo feito. Por isso, busco sempre "modificar" mentalmente as palavras que estiverem na escrita antiga para a nova. Acredito que muita gente que se importe com o nosso idioma, que tenha cerca de cinquenta anos nos dias de hoje, o tenha feito na época da mais recente reforma ortográfica anterior a esta, em 1971.
Admito: sentirei saudades do trema e de alguns acentos que diferenciavam pronúncias. Mas aproveito para saudar a volta das letras K, W e Y de volta ao nosso alfabeto. Dou-lhes as boas vindas.
Tenho certeza que passarei bem por estas provas ortográficas. Sem pseudossabedoria nem contraindicações.
