28.2.07

FALOU E DISSE...

Da coluna de Merval Pereira, no Globo de hoje:

A mulher do ministro da Cultura, Flora Gil, depois de ter seu carro blindado alvejado 16 vezes numa tentativa de assalto ano passado no Rio, disse que aquilo poderia ter acontecido em qualquer lugar do mundo.

A ministra Ellen Gracie, presidente do Supremo Tribunal Federal, depois de assaltada na Linha Vermelha, no Rio de Janeiro, juntamente com o vice-presidente Gilmar Mendes, disse que assaltos acontecem.

A mulher do ministro da Fazenda, a psicanalista Eliane Mantega, depois de ter ficado seqüestrada com o marido e filhos por três horas, disse que os bandidos foram "supergentis". O ministro demorou 12 horas para comunicar o crime.

Que país é esse?

Excelente pergunta...

26.2.07

DEUS DO CÉU, QUE CARRO FEIO!



Essa é a primeira reação de muitas pessoas quando vêem pela primeira vez o modelo 2007 da Honda, equipe de Rubens Barrichello e Jenson Button na Fórmula-1.

Ele reproduz (ou tenta reproduzir) a imagem do planeta Terra em um bólido. Seja como for, o visual não funcionou. Nunca houve um carro tão esquisito em 57 anos de Fórmula-1. Acho que não será assim que Barrichello retomará o caminho das vitórias da categoria...

FEZ-SE JUSTIÇA



A edição 2007 do Oscar foi bem longa, mas justa pelos prêmios que distribuiu (embora ache estranho que O Labirinto do Fauno tenha ganho um monte de estatuetas e não seja vitorioso na categoria Filme em Língua Estrangeira).

Pessoalmente, torcia para que Pequena Miss Sunshine ganhasse o prêmio mais importante da noite - e até pensei que isso fosse acontecer quando foi anunciado que Alan Arkin tinha ganho o prêmio de melhor Ator Coadjuvante, derrotando o favorito Eddie Murphy. Além disso, o filme ganhou o prêmio de Roteiro Original.

Mas o prêmio ter ido a Os Infiltrados foi justo, mesmo porque premia o conjunto da obra de Martin Scorsese, o maior diretor vivo a não ter ganho a estatueta. O filme ganhou quatro prêmios: Melhor Filme, Direção, Roteiro Adaptado e Montagem.

No mais, algumas surpresas e outras barbadas: como o esperado, Forest Whitaker e Helen Mirren ganharam os prêmios de Ator e Atriz, com desempenhos fantasticamente realistas.

24.2.07

OSCAR 2007: "BORAT: O SEGUNDO MELHOR REPÓRTER DO GLORIOSO PAÍS CAZAQUISTÃO VIAJA À AMÉRICA"


Encerrando a série sobre o Oscar 2007, escrevo sobre Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América, dirigido por Larry Charles.

Repórter famoso no Cazaquistão (misógino, racista, homofóbico, anti-semita e morador de uma aldeota que é uma zorra generalizada, sendo possivelmente causadora de todas essas características) e ligado em estatísticas é enviado pelo governo de seu país para fazer algumas reportagens nos Estados Unidos, com o propósito de mostrar os costumes locais. Lá, se apaixona pela atriz Pamela Anderson ao assistir pela TV do hotel a um episódio do seriado S.O.S. Malibu, e resolve se casar com ela, usando os "métodos casamenteiros" bem particulares de seu país... Durante a viagem pelo país estrangeiro, põe em prática os hábitos de sua terra, chocando os moradores locais.

O filme mostra que, em matéria de racismo e xenofobia, poucos no mundo superam os norte-americanos, e se aproveita do desconhecimento dos entrevistados, pensando tratar-se apenas de um documentário enviado para um país distante. E o "repórter" o faz com uma candura inacreditável, convencendo os cidadãos de que tais hábitos chocantes são corriqueiros em outro país.

Indicação: Melhor roteiro adaptado

23.2.07

ABRA SEUS OLHOS

No link abaixo, site que mostra os paralelos entre a doutrinação nazista e o Islã radical dos dias de hoje. É estarrecedor.

http://www.terrorismawareness.org/islamic-mein-kampf/

22.2.07

CHAMA O BOZO DE VOLTA!



Visando recuperar a vice-liderança na audiência perdida há tempos para a Record (o que, convenhamos, não surpreende nem um pouco), o SBT de Silvio Santos anunciou sua nova grade de programação. Bem, nova em termos.

Entre outras pérolas, a emissora anunciou a volta do Viva a Noite (agora apresentado por Adriane Galisteu; será que o pintinho amarelinho vai voltar?), TV Animal (santo Deus, nem me lembrava mais desse programa!!!) e Tentação.

Do jeito que as coisas estão indo, só falta o SBT ressuscitar Fantasia; Boa Noite, Cinderela; Cocktail (aquele dos stripteases) e o "crássico" Cidade Contra Cidade. Pelo visto, lá pelos lados de Osasco, os anos 80 e 90 estão de volta.

AQUI SE PLANTA, AQUI SE COLHE

Notícia da coluna de Ancelmo Gois, no Globo de hoje:

MÃOS AO ALTO!

João Otávio Brizola, filho do político que ergueu o Sambódromo, levou amigos uruguaios à Sapucaí. Na saída, o grupo foi assaltado.

Os ladrões levaram celulares e uma filmadora.

Mais um legado da Era Brizola. Não estou falando da Passarela do Samba. Falo, sim, de um fato corriqueiro, que se intensificou há quase duas décadas e meia. A diferença é que, desta vez, os descendentes sentiram na pele.

UMA VITÓRIA JUSTA



A Beija-Flor conquistou nesta quarta seu décimo título no Grupo Especial - e, desta vez, de forma incontestável, com mais de um ponto à frente da vice-campeã Grande Rio (pela segunda vez seguida, uma surpresa). O título coroou a bem-sucedida figura da comissão de carnaval, criada em Nilópolis: desde 1998, cinco títulos e quatro vices em dez Carnavais.

A injustiça, porém, foi ver o Salgueiro, com um desfile tão bom, ficar de fora do Desfile das Campeãs no sábado. Talvez isso sirva - com um pouco de ironia - para que entre para a história como um desfile "único" (como o da Mangueira em 1999, o do próprio Salgueiro em 2000 e 2003 e da Porto da Pedra em 2005).

Aliás, essa apuração foi uma das mais equilibradas de todos os tempos. Fossem quem fossem as duas rebaixadas, o certo é que elas não haviam feito desfiles para tal. Império Serrano e Estácio de Sá estão de volta ao Grupo de Acesso - que, diga-se, promete ser emocionante no próximo ano. Espera-se que com melhor nível técnico, pois o deste ano foi de amargar.

Falando em Acesso, foi previsível e justo o título da São Clemente, que fez disparadamente o melhor desfile da noite de sábado. Assim como foi justa a queda da Tradição, que foi uma lástima, para o Grupo B de 2008. Surpresa foi o vice da Caprichosos, que não era cotada.

O Carnaval de 2007 acabou. Mais, só no ano que vem. Agora, o ano começa pra valer.

20.2.07

GRUPO ESPECIAL: SEGUNDO DIA



A segunda noite do desfile das escolas do Grupo Especial teve um nível técnico melhor que o do primeiro, e o resultado que será divulgado amanhã será imprevisível. As escolas se mostraram luxuosas e cheias de animação, no primeiro Carnaval totalmente feito na Cidade do Samba.

A noite começou com o desfile da Porto da Pedra. A vermelha-e-branca de São Gonçalo não fez uma apresentação à altura de seu bom samba-enredo. Se bem que o tema, difícil, não ajudava muito. Apesar do esforço, a escola não ganhou o público.

A Unidos da Tijuca fez o segundo desfile, e mostrou que aprendeu muito com a passagem de Paulo Barros, que lhe deu dois vice-campeonatos. Alguns carros eram claramente inspirados nos desfiles anteriores. O desfile foi bem inspirado, altamente coerente com o enredo sobre a fotografia, com alegorias e fantasias criativas.

O Salgueiro, disposto a apagar a colocação ruim do ano passado, fez um desfile arrasador, um dos melhores do ano. O tema afro resgatou grandes enredos da história da escola. O ótimo samba-enredo emoldurou o brilhante desfile salgueirense, com traços clássicos e de bom gosto, nas fantasias e alegorias. Um desfile perfeito e excelente.

A Portela entrou na Sapucaí com animação, disposta a acabar com o jejum de 23 anos sem títulos - e, pelo que mostrou, tem o direito de sonhar pelo menos com uma vaguinha no Sábado das Campeãs. O tema sobre os Jogos Pan-Americanos foi muito bem-explorado pela escola, que contou com grandes figuras do esporte brasileiro e com alegorias alegres e multicoloridas.

A Imperatriz fez o desfile típico de Rosa Magalhães: técnico. Mas pelo menos foi melhor do que o do ano passado, apesar do péssimo samba-enredo, o pior do Grupo Especial deste ano, na minha opinião. Alegorias de cores vivas e condizentes com o enredo, sobre o mercado de pesca do bacalhau, pontuaram o desfile com brilhantismo.

Logo depois, entrou a Grande Rio, querendo o título que lhe escapou por pouco no ano passado. O enredo foi a sua terra natal, a cidade de Duque de Caxias. O desfile foi bom, porém mais morno que o esperado, pois a escola conta muito com a força da comunidade. De ruim, o fato de o carro abre-alas ter pego fogo depois de deixar o desfile, nos arredores da Passarela do Samba.

Encerrando o desfile, a Beija-Flor mostrou por que é a líder do ranking da LIESA, combinando técnica com emoção, além do enredo bem-explorado pela Comissão, que o conduziu com competência. Mais uma vez, a força da comunidade nilopolitana deu o tom da escola. A agremiação terminou o desfile com o dia já amanhecendo, raiando o "Sol da liberdade" do ótimo samba.

Desfiles consumados, cabe a pergunta: quem leva? Pra mim, o título fica entre Salgueiro e Beija-Flor, com Viradouro e Vila Isabel correndo por fora. E quem cai? Não faço idéia, pois os desfiles foram ótimos. Duas escolas sofrerão a degola, e não arrisco em apostar.

19.2.07

GRUPO ESPECIAL: PRIMEIRO DIA


O desfile das escolas de samba do Grupo Especial não teve grandes novidades em seu primeiro dia. À exceção de uma surpresa aqui ou ali, não houve grandes impactos. Mas os que existiram foram marcantes.

Depois de dez anos fora do Grupo Especial, a Estácio de Sá fez um desfile altamente luxuoso para reeditar o enredo O Tititi do Sapoti, de 1987. Até certo ponto, surpreendente, levando-se em consideração o longo tempo de ausência na elite.

A Império Serrano usou sua história de 60 anos e as inovações que fez como pano de fundo para homenagear aqueles que fizeram a diferença, apesar das dificuldades impostas pela natureza. A sua bateria, como sempre, fez uma apresentação impecável. Mas o desfile, apesar do esforço da comunidade da Serrinha, não teve o impacto esperado - até por causa do samba-enredo, bem inferior ao do ano passado.

A Mangueira fez uma boa apresentação, e a comissão de frente combinada com o pede-passagem causaram boa impressão inicial. Mas a escola fez um desfile um tanto arrastado, depois disso. Como nota negativa, a falha de comunicação que tirou Beth Carvalho do desfile.

A Viradouro fez uma apresentação dentro do esperado, por causa do seu carnavalesco Paulo Barros - como grande destaque, o carro em que a bateria se apresentou até o recuo, quando foi substituída por falsos ritmistas. Mas algumas alegorias foram muito parecidas com as da Unidos da Tijuca em anos anteriores, quando o carnavalesco era o mesmo Barros - por exemplo, o carro que retratava o jogo "Onde Está Wally?". A ala das baianas foi muito parecida com a da Mocidade no ano passado. E o carro do Pinball se parecia com qualquer coisa, menos com mesa de fliperama. De todo modo, a escola de Niterói fez uma apresentação agradável.

Também estreando carnavalesco novo, a Mocidade fez um desfile digno, apesar do tema óbvio e da frieza das arquibancadas, mesmo porque entrou depois da Viradouro. A despeito de a escola ter ficado quase dez minutos parada na Avenida - um dos integrantes do carro abre-alas passou mal e teve que ser retirado pelos bombeiros no meio do desfile - não houve grandes problemas. Apesar de corriqueiro, o enredo foi bem explorado, com destaque para a aparição, no último carro, dos funcionários do próprio barracão, em homenagem aos trabalhadores do Carnaval.

A atual campeã, Vila Isabel, encerrou o primeiro dia com um desfile que lhe dá condições de brigar pelo bicampeonato. O tema foi muito bem explorado (melhor, por exemplo, que na Viradouro) e a animação dos integrantes e o luxo das fantasias deram o tom do desfile. O enredo é uma síntese da própria escola, que falou sobre a metamorfose que ela própria sofreu, depois de um longo período de vacas magras.