
Hoje, faz 55 anos que o então presidente da República, Getúlio Vargas, se suicidou no Palácio do Catete - ou, como ele escreveu na sua carta-testamento, saiu "da vida para entrar na História". De fato, entrou - pela porta dos fundos. Caso único na política brasileira - o de ex-ditador que volta ao poder pelo voto direto, o que dá uma mostra de quanto nós, os brasileiros, somos como eleitores -, Vargas é endeusado até hoje pelos ditos "progressistas", ignorando os crimes cometidos pelo Estado Novo (mero pretexto para, supostamente, evitar um golpe comunista que, mais tarde, acabaria se revelando uma farsa).
O pior é que, como todo político "progressista" que se preze aqui no Brasil, deixou um monte de herdeiros políticos. Que, por sua vez, deixaram seus próprios herdeiros, que se reproduzem como coelhos. Aqui no Rio, então, é uma tristeza: o que tem de neto e bisneto político do Getúlio não é brincadeira. Será que é por isso que a cidade está tão mal? Perguntinha capciosa, essa.







