19.10.08

GO WEST



Um fenômeno interessante é notado nas eleições municipais do Rio de Janeiro, principalmente no segundo turno. Os dois candidatos que disputam a cadeira de prefeito no Palácio da Cidade (Eduardo Paes, do PMDB, e Fernando Gabeira, do PV) parecem ter elegido a Zona Oeste da cidade como prioridade de campanha. Tanto que os dois quase não têm saído de lá.

A região, vista como a mais esvaziada em termos de recursos públicos e investimentos, assim como mais vitimada pela violência que as partes mais conhecidas da cidade, virou a grande meta para os candidatos à prefeitura. Os dois candidatos têm feito promessas e propostas para a região, garantindo que ela não ficará tão abandonada como parece a partir do ano que vem. Faltando uma semana para o pleito definitivo, a campanha na região está se intensificando cada vez mais. Isso porque tudo leva a crer que é na Zona Oeste que a eleição será decidida.

Os candidatos também têm seus motivos para caçar os votos, assim como também têm seus calcanhares-de-Aquiles. Paes foi subprefeito na região na época de Cesar Maia e Luiz Paulo Conde (lá pela metade da década passada), teve uma atuação marcante quando uma grande enchente atingiu a região - mas muitos se queixam de sua pouca presença depois de seu rompimento com Maia. Já Gabeira, que lançou sua candidatura à prefeitura em Bangu, luta contra a gafe cometida ao criticar a vereadora eleita e aliada Lucinha (PSDB), que tem base na região, quando chamou-a de analfabeta política. Mas tem marcado sua presença na Zona Oeste com suas propostas, assim como seu adversário.

Para quem se sentia à mercê do chamado poder paralelo (na mesma Zona Oeste, também há denúncias sobre milícias que exploram habitantes das favelas da região - ali, de forma mais intensa ainda -, e o tráfico também marca forte presença), as propostas dos dois candidatos são motivos de forte animação por parte do eleitorado da região. Resta saber se o vencedor cumprirá suas promessas a partir de janeiro.

18.10.08

PRA ELES, OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS. SEMPRE


Como sabem, o candidato do PMDB à prefeitura do Rio, Eduardo Paes, por pura influência do governador Sérgio Cabral Filho, é apoiado pela base do governo federal - incluindo o PT, tão detonado por Paes há dois ou três anos (quando o então deputado federal ainda era do PSDB, que atualmente apóia o adversário Fernando Gabeira, candidato do PV).

Pelo visto, se os petistas ainda guardavam mágoas do candidato de Cabral, perdoaram-no rapidinho. Dispostos a não perder a bocada na capital fluminense (onde os quatro candidatos da base do governo federal - a saber, pela ordem de colocação: Marcelo Crivella, do PRB; Jandira Feghali, do PCdoB; Alessandro Molon, do próprio PT; e Paulo Ramos, do PDT - foram derrotados de forma humilhante), os militantes do Partido da Boquinha (a única coisa verdadeira que o ex-governador Anthony Garotinho falou na vida, diga-se) abraçaram a campanha de Paes com fervor.

Esta campanha municipal no Rio está sendo marcada por panfletos que configuram propaganda negativa contra candidatos - o que é condenado pela Justiça Eleitoral. No primeiro turno, vários candidatos à prefeitura do Rio sofreram com isso - inclusive Paes. Neste segundo turno, esse tipo de crime político atinge majoritariamente Gabeira, com vários desses panfletos exaltando o "orgulho suburbano" (baseado numa crítica do candidato verde, flagrada por jornalistas, a uma vereadora de sua coligação). Pois bem: vários desses panfletos - criticando o apoio do atual prefeito, Cesar Maia, à candidatura de Gabeira - foram pagos pelo PT. Leia mais aqui.

O detalhe é que o PT nunca apitou nada pelas bandas da cidade do Rio de Janeiro - tanto que nunca elegeu um prefeito na cidade, apenas nas vizinhas como Niterói e Nova Iguaçu. Governador, zero. Só vive da eleição de Benedita da Silva como senadora em 1994 e do largo número de votos dados a Lula como presidente. No que depender das pessoas esclarecidas desta cidade, vai perder de novo.

Mas não será fácil. Não fosse a população carioca, em sua maioria, chegada a rompantes de populismo, Gabeira certamente ganharia de lavada. Como deverá acontecer em São Paulo, com Gilberto Kassab (DEM) contra Marta Suplicy. E como, pelo visto, deverá ocorrer em Belo Horizonte, com Leonardo Quintão (PMDB) bem na frente do candidato-Frankenstein Márcio Lacerda (PSB), apoiado pelo governador tucano e pelo prefeito petista. Com certeza eles devem ter pensado que teriam capacidade para eleger até um poste, exatamente como Lula, Cabral etc. pensavam até bem pouco tempo atrás...

15.10.08

VALE TUDO. ATÉ JUNTAR HOMEM COM HOMEM



Como costuma acontecer em todo segundo turno que se preze, há vezes em que campanhas eleitorais descambam para o baixo nível. Como ocorreu em São Paulo, em que o programa televisivo de Marta Suplicy (PT) insinuou algo acerca da sexualidade do seu adversário, o atual prefeito da cidade, Gilberto Kassab (DEM), perguntando se ele era casado ou tinha filhos.

Não é relevante se determinado político é hétero, homo, bi ou pansexual, ou mesmo assexuado, contanto que faça um bom governo e atenda aos interesses da população. O prefeito Kassab está na prefeitura há dois anos e meio (desde a renúncia de José Serra para se candidatar ao governo do estado, em 2006), com altas taxas de aprovação da população paulistana e, até agora, ninguém questionou a sexualidade do indivíduo. O irônico é que tal questionamento veio logo de alguém que sempre pregou o respeito às minorias, como a ex-prefeita e ex-ministra Marta Suplicy. Essa parte da campanha pegou tão mal que até os correligionários petistas a desaprovaram.

O pior para a candidata é que isso deverá ter o efeito contrário, acabando com as já poucas chances de eleição de Marta. Ela era vista, no primeiro turno, como a grande favorita para ganhar a primeira parte desta eleição, até por causa da divisão entre as candidaturas de Kassab e do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Mas as coisas voltaram ao normal às vésperas do dia 5 de outubro, com o crescimento de Kassab e a sua conseqüente primeira colocação, à frente de Marta - donde se conclui que, se democratas e tucanos estivessem unidos desde o início (como o governador Serra queria desde o início, mas Alckmin bateu pé para se candidatar), o atual prefeito certamente teria levado a parada ainda no primeiro turno. Mas a reeleição de Kassab foi apenas adiada. Está na hora de os paulistanos mostrarem que não têm memória curta.

11.10.08

UM SEGUNDO TURNO SEM DEFINIÇÕES... EM TODOS OS SENTIDOS


A foto ao lado poderia simbolizar mais uma aliança eleitoral, de apoio dos governos federal e estadual, num segundo turno de eleição municipal - não fosse por um pequeno detalhe: o fato de Eduardo Paes, o candidato apoiado pelo governador e pelo presidente, ter detonado o governo federal há três anos, quando ele foi um dos destaques das CPIs que investigavam denúncias de corrupção naquele momento, assim como também quando candidato ao governo do estado do Rio, pelo PSDB, em 2006.

Possivelmente de olho em cargos num futuro governo (algo parecido com o que ocorreu há dois anos, em que o próprio Eduardo Paes, contrariando determinações de seu partido na época, decidiu apoiar Sérgio Cabral Filho no segundo turno da eleição para governador), partidos das bases estaduais e federais decidiram apoiar Paes no segundo turno contra Fernando Gabeira - que, por sua vez, optou por procurar eleitores ao invés de políticos, no que faz muito bem.

Mas voltemos ao assunto causado pela foto que ilustra este post. Diferentemente do que havia em eleições anteriores, parece que apoios de políticos não vêm interferindo tanto na escolha dos eleitores. Independentemente de alianças que pareçam estapafúrdias (como o apoio do PCdoB e da cúpula regional do PT ao candidato peemedebista à prefeitura do Rio), a atenção do eleitor está nas propostas dos candidatos. Os vários debates que haverá até o dia 24 certamente serão acompanhados com atenção e ajudarão a moldar a escolha do eleitorado.

O que chama a atenção é o total desprendimento de ideologias neste segundo turno carioca. Faz tempo que não há divisões entre direita e esquerda na política como um todo, e em alguns aspectos as correntes até chegam a se misturar (alguns esquerdistas mais radicais ainda se recusam a perceber isso), mas no Rio isso fica mais evidente. O PMDB é um partido de centro (na base de todos os governos federais desde a redemocratização), e Eduardo Paes não é exatamente um militante de esquerda - mas vários partidos de esquerda (como o PCdoB e o PSB) o apóiam. O PV e Gabeira são esquerdistas históricos, mas têm o apoio de setores liberais da política como os partidos que o acompanham na coligação (PSDB e PPS) e - particularmente neste segundo turno, de olho nas eleições federais e estaduais de 2010 - parte da cúpula do DEM, assim como de vários outros militantes de esquerda, como o arquiteto Oscar Niemeyer e a senadora Marina Silva (PT-AC). Vários que não morrem de amores pela esquerda, como é o caso deste que vos escreve, votaram e/ou votarão em Gabeira para prefeito do Rio neste ano.

Isso se explica por causa da situação calamitosa em que o Rio se encontra. Desde o início da campanha, a candidatura de Gabeira vem discutindo com os eleitores como melhorar a cidade, conquistando-os aos poucos. E isso ocorre de tal forma que nada parece abalar a candidatura, nem mesmo uma declaração meio fora de hora do candidato em relação a uma vereadora eleita (a mais votada da cidade), que faz parte de sua coligação e tem base na Zona Oeste, região em que Gabeira teve seu mais fraco desempenho.

De todo modo, as eleições no Rio estão totalmente indefinidas - em todos os sentidos. Mas, pra não perder o costume, vamos colocar o favoritismo no colo do Eduardo Paes...

P.S.: Validaram os votos de Arnaldo Vianna (PDT) em Campos. Ou seja, haverá segundo turno entre ele e Rosinha Matheus (PMDB), que já cantava vitória no primeiro turno. Ainda há esperança.

10.10.08

MUITO MAIS QUE UM FILME DE GUERRA


  • Filme: Trovão Tropical (Tropic Thunder, Alemanha/Estados Unidos, 2008)
  • Direção: Ben Stiller
  • Elenco: Ben Stiller, Jack Black, Robert Downey Jr., Jay Baruchel, Brandon T. Jackson, Matthew McConaughey, Steve Coogan, Tom Cruise

A quarta experiência de Ben Stiller na direção de um longa-metragem mostrou-se a mais bem-sucedida, com uma comédia que ironiza os bastidores do cinema e as suas superproduções. A piada começa mesmo antes do início "oficial" do filme, com trailers falsos com os atores-personagens do filme em produções anteriores.

O longa conta a história de um filme de guerra, cuja produção se mostra um verdadeiro fiasco, com todo tipo de problema possível: estouro no orçamento, ataques de estrelismo do elenco e dos produtores, diretor inexperiente que não consegue segurar os atores, o diabo. Para tentar salvar o filme de um iminente fracasso, o autor do livro que originou o roteiro, visto como herói de guerra no Vietnã (onde, aliás, a produção está sendo filmada), sugere ao diretor colocar os atores no meio da floresta, para dar o clima necessário. O diretor, sem outra alternativa, obedece... e aí, as coisas começam a piorar. De repente, os atores começam a enfrentar situações dignas de uma guerra de verdade - pensando que realmente estão estrelando um filme.

O mérito de Trovão Tropical está na sátira aos bastidores do cinema, tendo graça até nos exageros cometidos pelos atores retratados. Há de tudo - desde um ator consagrado que faz tratamento de pigmentação para não ver sua carreira afundar de vez (ou ser mais "aceito", vá saber...) até um ator-rapper que esconde mais coisas sobre sua vida que gostaria, passando por outro, em tratamento de recuperação, que sofre constantes crises de abstinência e não consegue largar o vício em heroína. O principal dos atores descobre-se conhecido e quase endeusado em um local inóspito do Sudeste Asiático por um papel que foi um estrondoso fiasco de crítica. No decorrer do filme, o espectador percebe que as coisas não são bem do jeito que ele pensava que eram, tanto entre os atores quanto entre as origens do próprio roteiro. Ou seja, quase um resumo de Hollywood atualmente.

Num momento em que as comédias do cinema norte-americano apelam para o humor mais rasteiro e escatológico, Trovão Tropical é muito bem-vindo para os amantes da qualidade no humorismo em celulóide. É daqueles filmes que fazem rir e pensar ao mesmo tempo, algo que anda tão raro e difícil nos dias de hoje.

6.10.08

...E O RIO RESPIRA ALIVIADO



Não poderia ser melhor o segundo turno nas eleições municipais no Rio de Janeiro. Para uma cidade que pensava seriamente em colocar como disputa final um duelo entre Marcelo Crivella (PRB) e Jandira Feghali (PCdoB), a decisão entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV) é um grande alento.

Mesmo com uma urninha teimosa que não quer ser apurada de jeito nenhum até a escritura deste texto (até o momento, 99,99% das urnas foram apuradas na cidade), ficou decidido que o ex-secretário de Esportes, Lazer e Cultura do estado, apoiado pelo governador Sérgio Cabral Filho (mas nem tanto por Lula), e o deputado federal mais votado do estado em 2006 farão o segundo turno, no próximo dia 26. Inicialmente, Paes é o favorito para ocupar o Palácio da Cidade a partir de 1º de janeiro de 2009, mas Gabeira promete surpreender novamente. Que ninguém duvide disso.

Há uma grande discussão a respeito dos acordos e apoios que os candidatos poderão ter, que possam se refletir no eleitorado. Eduardo Paes, por exemplo, notorizou-se por bater forte no governo federal durante as CPIs de 2005, quando ainda era deputado federal pelo PSDB (que, nesta eleição, apóia Gabeira). Isso pode atrapalhar a trajetória eleitoral de Paes neste segundo turno, visto que sua polêmica mudança de partido, no ano passado, poderá ser interpretada como demonstração de oportunismo eleitoreiro. Além disso, a repentina mudança de opinião de Paes (que antes batia em Lula, e agora quer seu apoio) não é bem vista por muitas pessoas.

Por outro lado, Gabeira também poderá ter problemas neste segundo turno. O eleitorado de Marcelo Crivella, o terceiro colocado na eleição, tende a votar em Paes, na sua maioria, visto que não se identifica ideologicamente com as propostas do deputado federal - como se o prefeito pudesse ter atribuições de ocupantes do cargo legislativo. Além do mais, o apoio do PSDB e do PPS, dois partidos centro-esquerdistas que fazem oposição ao governo federal, é visto por muitos, ainda mais à esquerda como PCdoB, PT e PDT, como uma traição aos ideais da esquerda. Acontece que os tucanos têm pouca relevância no cenário político fluminense, e não mudaria muita coisa em caso de eleição de Gabeira. Se tem uma coisa de que o Rio menos precisa, é que nacionalizem a campanha municipal.

De todo modo, é extremamente salutar este segundo turno entre Paes (o menos populista entre os peemedebistas fluminenses, apesar dos pesares) e Gabeira (um sopro de dignidade na política brasileira, tão machucada nos dias de hoje). Muito melhor do que termos que aturar Crivella (populista-religioso que aderiu ao governo federal muito antes de Paes, depois de bater no próprio governo em 2004) ou Jandira (que demonstra caráter desagregador mais uma vez, como havia demonstrado nas campanhas anteriores). E meu voto, novamente, irá para Gabeira, na minha opinião o melhor candidato. Pelo visto, estou em ótima companhia.

  • AH, TÁ! O RESTANTE DO ESTADO

A grande maioria das cidades fluminenses elegeu seus prefeitos neste domingo. Além da capital, apenas em Petrópolis haverá segundo turno, entre Paulo Mustrangi (PT) e Ronaldo Medeiros (PSB). De resto, eleição garantida - inclusive nas cidades da Baixada Fluminense em que o segundo turno era visto como certo.

Como em Duque de Caxias, em que José Camilo Zito (PSDB), velho coronel político da região, ganhou pela terceira vez, derrotando o atual prefeito, Washington Reis (PMDB), apoiado pelo governador e pelo presidente. O mesmo ocorreu em São João de Meriti, onde Sandro Matos (PR) venceu Marcelo Simão (PHS), que era visto como o favorito e também era apoiado por PMDB e PT.

A decadência do PDT na capital (onde Paulo Ramos foi relegado a uma, até certo ponto, empolgante disputa pelo sétimo lugar com Chico Alencar, do PSOL) não se refletiu nas duas mais importantes cidades do interior do estado. Em São Gonçalo, Aparecida Panisset foi reeleita com larga margem de votos, o mesmo ocorrendo com Jorge Roberto Silveira, que se elegeu prefeito de Niterói pela quarta vez. Não deixa de ser um sopro de esperança para os pedetistas, principalmente em relação aos niteroienses.

Dois petistas também se deram bem, desta vez na Baixada: Lindberg Farias foi reeleito em Nova Iguaçu, numa coligação altamente eclética (que contou, entre outros partidos, com PDT, DEM, PV, PR e PTB), vencendo o deputado federal e ex-prefeito da cidade, Nelson Bornier (PMDB). Em Belford Roxo, Alcides Rolim venceu a também peemedebista Sula do Carmo. Nas duas cidades, os candidatos apoiados por Lula derrotaram os apoiados por Cabral.

A surpresa (ou não...) ocorreu no interior do estado. Em Campos, a ex-governadora Rosinha Matheus (PMDB) venceu de forma avassaladora a disputa pela prefeitura da cidade do Norte Fluminense, com quase 79% dos votos válidos. Além disso, sua filha Clarissa se elegeu vereadora na capital. É a Era Garotinho, que teima em não acabar. Paciência.

  • E NO RESTANTE DO BRASIL...

Em todo o país, as eleições também foram bem disputadas. Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil, confirmou-se o segundo turno entre Gilberto Kassab (DEM) e Marta Suplicy (PT). A surpresa foi o atual prefeito ter acabado o primeiro turno na primeira colocação, ao contrário do que as pesquisas apontavam. Em Belo Horizonte, haverá segundo turno entre Márcio Lacerda (PSB), apoiado pelo atual prefeito, petista, e pelo governador mineiro, tucano, e Leonardo Quintão (PMDB), que começa a surgir como o favorito. Em Salvador, João Henrique (PMDB) e Walter Pinheiro (PT) farão a disputa final, deixando ACM Neto (DEM) de fora. Em Porto Alegre, José Fogaça (PMDB) e Maria do Rosário (PT) farão o mesmo, deixando de fora Manuela d'Ávila (PCdoB).

O destaque entre as capitais foi a reeleição, em Curitiba, de Beto Richa (PSDB), com mais de 77% dos votos válidos. Também merecem menção a reeleição de Luizianne Lins (PT) em Fortaleza (depois de, mais uma vez, ser ignorada pelo próprio partido) e a eleição de Micarla de Souza (PV) em Natal, depois de uma campanha acirradamente contrária do presidente Lula, que apoiava a também petista Fátima Bezerra.

Pois é. No dia 26, ou em 2012, tem mais.

5.10.08

OS VOTOS DO BLOGUEIRO FORAM PARA...

  • VEREADOR: Patrícia Amorim (PSDB, 45007) - Um de meus assuntos preferidos é o esporte; quem lê este blog, sabe que isto não é segredo algum. E um político que tem a massificação esportiva como plataforma é sério candidato a ganhar meu voto. Pela terceira vez seguida, a vereadora Patrícia Amorim recebe meu voto de confiança para o cargo de vereadora na cidade do Rio. Ela assume seus compromissos e faz questão de cumpri-los sempre, tendo o incentivo da prática esportiva como meta. Seus projetos de lei relacionados ao assunto são prova disso.
  • PREFEITO: Fernando Gabeira (PV, 43) - Desde que o deputado federal verde ainda pensava em se candidatar à prefeitura, eu via essa proposta com simpatia (para mais detalhes, leia aqui). Por um motivo simples: vejo-o como o único candidato com alguma sombra de decência, diante do quadro caótico da política carioca atual. Não vejo Gabeira como alguém que queira usar um hipotético cargo de prefeito como trampolim para vôos mais altos, ao contrário dos demais candidatos. Além disso, ele se propõe a discutir o problema da segurança como nenhum outro candidato fizera na campanha. Isso resultou na crescente adesão do eleitorado, mesmo com uma campanha de certa forma discreta, que pode levá-lo ao segundo turno. Se isso acontecer, será uma eleição imprevisível, pois a tendência é a candidatura de Gabeira crescer mais, com propostas para regiões da cidade em que ele ainda não tem tanta popularidade, como as Zonas Norte e Oeste.

4.10.08

TPE: TENSÃO PRÉ-ELEITORAL



As eleições municipais de 2008 terão o seu primeiro turno amanhã e o número de indecisos, pelo menos aqui na cidade do Rio de Janeiro, ainda é considerável. As pesquisas de opinião, embora não sejam exatamente surpreendentes, dão ainda mais emoção ao pleito.

O candidato Eduardo Paes (PMDB) já está no segundo turno. A segunda vaga está entre Marcelo Crivella (PRB), Fernando Gabeira (PV) e, em menor grau, Jandira Feghali (PCdoB). Está uma disputa feroz e equilibrada entre o senador, que liderava nas primeiras pesquisas, e o deputado federal, que cresceu muito nas semanas anteriores à eleição. Nada mal, já que há alguns meses muitos temiam um segundo turno entre Crivella e Jandira. Agora, poderemos até ter um segundo turno entre Paes e Gabeira, muito melhor no quesito alto nível de campanha. No início da campanha, em 1º de julho, escrevi aqui minhas impressões iniciais sobre os candidatos à prefeitura do Rio.

Já em São Paulo, é praticamente certo o segundo turno entre a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) e o atual detentor do cargo, Gilberto Kassab (DEM). Ou seja, esta eleição pode marcar a falência política do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que mandou para o espaço a antiga aliança entre os tucanos e o ex-PFL ao bater o pé pra se candidatar ao cargo de prefeito da maior cidade do país, contrariando até mesmo o governador José Serra.

Amanhã à tarde, revelarei em quem confiei meu voto - já escolhi meus candidatos a prefeito e vereador. A figura acima, apesar de ter pouca relação com minha escolha, é uma pequena curiosidade pinçada nos jornais de hoje. A edição deste sábado de O Globo dedicou uma página inteira para informar os nomes de todos os candidatos a vereador na cidade do Rio de Janeiro. Entre os candidatos do PTC (Partido Trabalhista Cristão), está ninguém menos que... Papai Noel! Podem procurar, ele está lá. Será que, se o Bom Velhinho conseguir uma vaga na Câmara dos Vereadores, ele dará presentinhos aos seus eleitores? Bem, como o Noel não será um dos que receberão o meu voto, não sou eu que saberei.

CRISE DE IDENTIDADE

"Emo é o caralho!!!!!"

Di Ferrero, vocalista da banda NXZero, ao receber o prêmio de Artista do Ano no VMB, premiação da MTV, na noite de quinta-feira. Tá bom... Se NXZero não é emo, minha avó é bicicleta.

3.10.08

COMO EU GOSTARIA DE ENTENDER DE ECONOMIA!

Quem sabe, assim, eu teria um pouco de assunto pra escrever aqui.

Com essa crise financeira que assola o mundo hoje (tendo seus reflexos, como o esperado, nas eleições presidenciais norte-americanas), o que mais lamento é não ter muito interesse por economia. Isso vem desde que comecei a ler jornais: acompanho com interesse os assuntos do país, do mundo, dos esportes, da cultura... e nada de economia. Como me arrependo disso, meu Deus. Agora é só lamentar ficar por fora de todas as rodinhas de conversa sobre o assunto.