Está na rede: dois músicos ingleses (a cantora Amy Winehouse e o produtor Mark Ronson) estão na mira de terroristas islâmicos. O motivo? Leiam aqui.
Realmente, o mundo está perdido. Ser o que é virou risco de morte.
Está na rede: dois músicos ingleses (a cantora Amy Winehouse e o produtor Mark Ronson) estão na mira de terroristas islâmicos. O motivo? Leiam aqui.
Realmente, o mundo está perdido. Ser o que é virou risco de morte.
Como sabem, o PT faz sua defesa da "causa palestina" desde o início da ofensiva israelense. Quem viu a nota oficial que o partido do presidente Lula divulgou, assinada por seu presidente Ricardo Berzoini, sabe disso. O que poucos se lembram é que isso acompanha o PT desde o seu início - portanto, não é novidade alguma. Vejam a notinha que está na edição de 14 de outubro de 1981 da revista Veja, na página 36:
Para quem não sabe nem se lembra, o líder egípcio Anwar Sadat tinha sido assassinado na semana anterior por ter feito um acordo de paz com o primeiro-ministro de Israel, Menachem Begin, dois anos antes - o acordo devolveu ao Egito a Península do Sinai, que havia sido conquistada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

A ofensiva das Forças Armadas de Israel, em curso desde o dia 27 de dezembro, vitimou cerca de 700 pessoas - 25% delas, civis. Ou seja, esse número de civis mortos (alto em números absolutos, mas proporcionalmente baixo para uma guerra) já é mais que suficiente para desqualificar qualquer acusação de genocídio israelense contra os palestinos, ao contrário do que as esquerdas de todo o planeta querem fazer crer. Até agora, mesmo com as baixas civis, os alvos ligados ao Hamas vêm sendo cirurgicamente atingidos. Não é como nos ataques - mirados em alvos errados - da OTAN contra a então Iugoslávia em 1999, por exemplo, que queriam deter o então ditador Slobodan Milosevic, que exterminava a população muçulmana de Kosovo (aliás, por que será que ninguém chorou por ela naquela ocasião?).
Mas os anti-israelenses e antissemitas de boteco não querem nem saber de conversa. Pra eles, a ofensiva é "genocídio", "holocausto" e outras bobagens do tipo. Colabora para isso a tendência palestina de, propositalmente, não mover uma palha para proteger seus cidadãos, ao contrário do que ocorre com os civis israelenses. Com isso, evidentemente, o número de civis palestinos mortos numa guerra é bem maior. Isso é um prato cheio para a indústria propagandística palestina, chamada por muitos de Pallywood - um mundo nada encantado, que visa a divulgar o horror que os próprios palestinos constroem. Consequentemente, angariam mais simpatizantes para a sua "causa".
O pior é que o governo israelense proibiu a incursão de jornalistas estrangeiros em Gaza, o que só colabora para que o Hamas tenha a "publicidade" do conflito nas mãos - as fotos e os relatos das batalhas são todos feitos por jornalistas de origem palestina. Ou seja, um tiro no pé. E a mídia brasileira, pautada pelo que vem de Gaza (ou seja, apenas a visão dos palestinos), embarca nessa onda. Embarcando pelas primeiras páginas dos jornais daqui, tome de fotografia de civis mortos ou feridos. Nem uma linha sobre o terrorismo do Hamas.
São poucos os que têm coragem de remar contra a maré. Um deles é o colunista Sérgio Malbergier, do jornal Folha de S. Paulo, que apresentou um brilhante contraponto a uma grande bobagem escrita por seu colega Clóvis Rossi, alguns dias antes. Mas, infelizmente, são poucos os que têm coragem de peitar a esquerdopatia reinante na atual imprensa brasileira.

Os primeiros dias de Eduardo Paes como prefeito do Rio são bem significativos de um clichê tipicamente brasileiro: a disposição de um governante em início de mandato mostrar serviço sempre, apresentando-se como mais disposto que seu antecessor. Nem chegamos à primeira semana e já há a chamada "choque de ordem" tão prometida por Paes durante a sua campanha, assim como nos meses anteriores à posse, na última quinta-feira. Isso funcionaria em contraponto ao desleixo do ex-prefeito Cesar Maia, intensificado nos últimos meses de seu terceiro e último mandato.
Tudo muito bom, tudo muito bem, mas o importante é saber se tal disposição se manterá nos três anos, onze meses e três semanas seguintes do seu expediente no Palácio da Cidade ou se haverá o tradicional desgaste, tão frequente em ocupantes de cargos executivos no Brasil. Afinal de contas, esse tipo de coisa conhecemos muito bem - o governador Sérgio Cabral Filho que o diga: depois de um começo também "disposto a mostrar serviço", o desgaste veio mais cedo do que se imaginava.
Há a piada que diz que um cidadão reclamava de um poste que ficava aceso noite e dia e, portanto, ligaria à prefeitura para reclamar e exigir que alguma providência fosse tomada. Era final de ano e também de mandato municipal, e por isso um vizinho o desaconselhou a reclamar, pedindo-lhe para que esperasse o novo ano e a consequente posse do novo prefeito - assim, haveria mais chances de conserto do poste, visto que o novo ocupante do cargo estaria mais disposto a fazê-lo. Por essas e por outras, sempre fico com um pé atrás (se possível, os dois) com esses negócios de início de mandato. O novo ocupante sempre vem com novas ideias e novos ideais, mas a população tem que esperar o decorrer desses quatro anos para saber se eles irão funcionar. Por mais que cobrem providências, não se sabe se darão certo. Porque, se derem errado...
Ei, você de esquerda. É, você mesmo! Acha que há opressão e reacionarismo demais no mundo? Acha que anda havendo guerras desproporcionais (com o perdão da redundância) no planeta, apesar de ter mais coisas com que se preocupar? Acha que as grandes potências são as mais opressoras da Humanidade? Não se desespere! Toda vez que algum povo é "oprimido pela direita", que a esquerda nada tema: é só chamar o PT!!!
Atender a esse chamado foi exatamente o que o partido do presidente Lula fez neste domingo, ao emitir uma nota oficial condenando a incursão do exército de Israel na Faixa de Gaza, na guerra contra os terroristas do Hamas. A nota é assinada pelo presidente do partido, Ricardo Berzoini.
Nada surpreendente, diga-se de passagem. Para um partido fundador do Foro de São Paulo e que apoia as FARC e a cinquentenária ditadura cubana, além de ter feito um acordo com o Baath, há cerca de um ano e meio, praticamente corroborar as ações do Hamas é até natural. Quando os próprios terroristas palestinos atiraram foguetes a esmo em direção ao sul de Israel, um dia após o fim do cessar-fogo, o PT ficou caladinho. O mesmo ocorre em relação aos massacres do governo do Sudão aos cidadãos de Darfur, a opressão da China aos tibetanos...
Isso se estende às esquerdas de todo o mundo - diga-se de passagem, cada vez mais antissemitas. Há tempos venho dizendo que há uma união de forças entre esquerdistas radicais e islamistas - dizem que até neonazistas estão entrando na dança. Tudo para confirmar as duas máximas usadas pelas esquerdas, ditas em um dos últimos textos do ano passado. Quando a questão é proteger com quem tenha afinidade, por mais espúria que seja, eles são bem rápidos. E contam com a simpatia de um monte de gente.
Isso se confirma ao clicar no link que leva ao texto petista, retirado do Blog do Noblat. Leia os comentários: as esquerdas em peso vêm apoiar o Hamas e o Irã, comparar Israel e Estados Unidos aos nazistas... Os mesmos de sempre. Conviver com a democracia é sempre bom. Mas parece que há alguns que não sabem fazer isso.

No primeiro dia do ano, foi lembrado o cinquentenário da Revolução Cubana, liderada por Fidel Castro, que derrubou a ditadura pró-Estados Unidos comandada por Fulgencio Baptista e iniciou uma outra, alinhada com a União Soviética até o colapso desta, no início dos anos 1990.
O tempo passou, os paredões foram limpos e pintados inúmeras vezes, Fidel (que ninguém mais vê há cerca de dois anos) foi substituído por seu irmão Raúl, e ainda há especulações sobre se os cubanos irão ou não adotar o modelo chinês de um país, dois sistemas. Mas o fato é que, por mais que os "revolucionários" cubanos resistam e teimem em não admitir o óbvio, poucos notaram que fez cinquenta anos da mais longa ditadura em curso no continente americano. Nem a população cubana parece se importar com o castrismo: as poucas imagens liberadas pela TV oficial mostram as comemorações acompanhadas somente pelos militares e membros do Partido Comunista Cubano. Aliás, poucos simpatizantes em todo o mundo deram trela à efeméride.
Na minha concepção, isso é uma demonstração de que seja questão de tempo pro regime cair de vez no ostracismo. Aí, não tem Venezuela, Irã, Coreia do Norte nem governo brasileiro que salve. No dia em que isso acontecer, talvez somente o Granma não noticie o fato. Pra falar a verdade, os próprios cubanos serão certamente os últimos a saber disso.
Como todos sabemos, juntamente com o ano de 2009, surgiu a nova Ortografia da Língua Portuguesa. Como escrevi no texto escrito ontem, último dia do ano, decidi aderir a ela de maneira integral neste primeiro dia, apesar de termos ainda quatro anos de grafia dupla. Afinal, como professor formado em Português e aspirante a aspirante a jornalista, a minha obrigação é a de escrever sempre corretamente.
Ainda que tenha que praticar o uso da escrita com maior frequência, minhas ideias para essa prática são as de sempre: muita leitura e um olhômetro ativo. Nem todos os portais da Internet e jornais e revistas aderiram de imediato, apesar de a maioria tê-lo feito. Por isso, busco sempre "modificar" mentalmente as palavras que estiverem na escrita antiga para a nova. Acredito que muita gente que se importe com o nosso idioma, que tenha cerca de cinquenta anos nos dias de hoje, o tenha feito na época da mais recente reforma ortográfica anterior a esta, em 1971.
Admito: sentirei saudades do trema e de alguns acentos que diferenciavam pronúncias. Mas aproveito para saudar a volta das letras K, W e Y de volta ao nosso alfabeto. Dou-lhes as boas vindas.
Tenho certeza que passarei bem por estas provas ortográficas. Sem pseudossabedoria nem contraindicações.
O ano termina, e nasce outra vez.
Você deve estar se perguntando: "Pô, Simone numa hora dessas?!". Calma, rapaz. Nada como um pouco de bom humor pra terminar o ano. Agora, vamos ao que interessa.
O ano de 2008 acaba hoje, e juntamente com o ano de 2009 nasce a Nova Ortografia da Língua Portuguesa. Algo que já vinha sendo discutido há quase vinte anos, mas decidiram implantar só agora. Pois bem: é a grande oportunidade de ensinar o povo a escrever direito. Se bem que isso ocorreu em 1945 e 1971, e de nada adiantou. Mas, enfim...
Não temos infra-estrutura (a partir de amanhã, infraestrutura) suficiente para um ensino de qualidade, todos sabemos. Décadas passaram e, até agora, nada. Agora, temos uma nova oportunidade que, mais uma vez, estamos desperdiçando. A ortografia entra em vigor amanhã e pouquíssimos setores da educação e do setor privado se deram conta disso. Só agora, nos últimos dias do ano, é que começaram a falar do assunto. Ainda temos que agüentar (ou aguentar) isso.
Menos mal que temos até 31 de dezembro de 2012 pra nos adaptarmos às novas regras. Até lá, vale a ortografia dupla. De minha parte, começo a aderir já amanhã - como professor de Português formado, sinto-me na obrigação de escrever corretamente. Senão, fica tudo com o maior jeito de antigüidade... digo, antiguidade.
(Ainda não me conformo com o fim do trema, mas a gente vai acabar se acostumando.)
Feliz Ano Novo a todos!
P.S.: Agora que eu vi que esta foi a mensagem de número 400 deste A&B. Rumo à mensagem 500!
(Ops, cuidado com a obsessão...)

Uma guerra nunca é agradável, por mais necessária que possa parecer - ainda mais quando vitima inocentes. Por isso - e minha opinião é sincera -, dá um aperto no coração vermos os desdobramentos dos bombardeios israelenses a Gaza, em resposta aos lançamentos de foguetes do grupo terrorista Hamas ao sul do país vizinho, depois do fim de um frágil cessar-fogo de seis meses. Mas acreditem: isso tudo é conseqüência da intransigência do grupo palestino, que se nega a reconhecer a existência de Israel e faz de tudo (felizmente, de forma infrutífera) para tentar destruí-lo.
O que vemos por aí? Simples: o vitimismo dos pró-palestinos, como ocorre sempre. Esses que nunca choraram pelos mortos de 11 de Setembro. Ou pelos atentados em Báli, Madri ou Londres. Nem mesmo por Buenos Aires, Nairóbi ou Mumbai, derramaram uma furtiva lágrima. Tampouco o fizeram pela opressão chinesa aos tibetanos, ou a sudanesa sobre a população de Darfur. De forma incoerente, para dizer o mínimo, esses mesmos que destilam ódio a Israel e aos Estados Unidos, ainda que procurem um motivo para tal, choram lágrimas de esguicho pelos palestinos, civis que são vítimas dos... próprios palestinos. Todos sabem por que digo isso. Apenas alguns se recusam a concluir quais são os motivos.
O pior é que isso é algo tão encravado na consciência dessas pessoas que levará décadas, talvez séculos, para ser modificado. A simpatia com o terror antiamericano e anti-sionista (este, na verdade, um anti-semitismo mal disfarçado) é um mal que, a certo prazo, pode ameaçar a própria existência da civilização ocidental - não há nenhum exagero nisso. Os simpáticos ao terrorismo, pelo simples fato de usarem duas máximas execráveis (a de que os fins justificam os meios, e de que os inimigos de nossos inimigos são, automaticamente, os nossos amigos), são os piores tipos de formadores de opinião existentes. Podemos encontrar vários deles por aí, é só procurar. Não vou nem falar sobre a condenação do governo brasileiro à reação israelense - quem viu que o Itamaraty negocia com o Irã e se recusa a reconhecer as FARC como grupo terrorista, não se surpreendeu nem um pouco.
Para esses, eu digo: não querem a paz, ou ao menos a tolerância? Querem atacar contando com a simpatia das esquerdas internacionais ao ser atacado, invariavelmente usando civis como escudo? Que arquem com as conseqüências.