8.2.10

E AINDA QUEREM MAIS?!

Leio agora que o PT quer criar um conselho federal para tentar ampliar sua influência sobre a política externa brasileira. Para isso, busca integrar sindicatos, representantes de ONGs e movimentos sociais, fazendo com que esse conselho funcione paralelamente ao Ministério das Relações Exteriores, intrometendo mais ainda no já combalido Itamaraty.

Ou seja: os petistas apoiam o chavismo e o bolivarianismo, exaltam a ditadura cubana, buscam a aproximação com regimes poucos democráticos do Oriente Médio com o pretexto de aproximar-se do mundo árabe, acolhem terroristas internacionais e ainda querem mais. Tenho medo do que possa acontecer caso Dilma Rousseff seja eleita. Medo que o Brasil de amanhã seja a Venezuela de hoje, com perseguição a quaisquer vozes dissidentes (o que a novilíngua lulista chama de "democracia até demais"). Isso se faz sentir pelas declarações em que o referido documento critica a atuação da diplomacia brasileira durante o governo FHC (1995-2003), além de salientar que o PT deve acompanhar a política externa do governo Lula, "defendendo-a dos ataques da oposição de direita" (sic).

Além disso, o PT promete seguir a tendência chavista de interferência na política de países vizinhos, "para que a esquerda latino-americana não perca nenhum governo para a direita". Pelo menos nesse aspecto, o documento fracassou redondamente. Basta ver o que acabou de acontecer nas eleições chilenas...

4.2.10

HERÓIS DO NOSSO TEMPO


  • Filme: Invictus (Invictus, Estados Unidos, 2009)
  • Direção: Clint Eastwood
  • Elenco: Morgan Freeman, Matt Damon, Tony Kgoroge, Adjoa Andoh, Marguerite Wheatley, Leleti Khumalo, Patrick Lyster, Penny Downie

O mais novo filme de Clint Eastwood não comoveu os membros da Academia, que lhe deram apenas duas indicações ao Oscar (melhor ator para Morgan Freeman e melhor ator coadjuvante para Matt Damon). Pena, pois trata-se de uma história de como o esporte serviu para unir um povo que estava fragmentado por antigas rusgas, contada de um jeito que Eastwood sabe fazer com maestria.

No papel do presidente sul-africano Nelson Mandela, Freeman domina o filme com uma atuação soberba, na qual ele praticamente incorpora o líder que convocou a população de seu país à união, depois de 27 anos preso por lutar contra o apartheid. Uma grande oportunidade de fazer isso se deu durante a realização da Copa do Mundo de Rúgbi na África do Sul, em 1995. Os Springboks (apelido da seleção de rúgbi do país, banida durante anos de competições internacionais por causa da política racista) eram odiados pela população negra por identificá-los com o extinto regime. Mandela, ao invés de suprimi-los, decidiu integrá-los aos costumes nacionais e fazê-los conhecer mais e melhor o seu próprio país. A seleção, que sediaria o Mundial, estava em má fase e não conseguia vencer seleções fortes (isso lembra algo?); o governante decide fazer algo para popularizar os jogadores capitaneados por François Pienaar (Damon) e fazê-los crescer, dentro e fora do campo.

O filme mostra o que já sabemos: Mandela é uma joia rara, que fez questão de pensar sempre no bem estar do povo que governou, independentemente de cor, raça ou crença, sem pensar em vinganças ou revanchismos. Não é, Mugabe?

3.2.10

PRECISAVA MESMO INDICAR DEZ FILMES?!



O Oscar edição 2010 está aí e uma certa polêmica se dá com a decisão (anunciada no ano passado) da Academia de Artes Cinematográficas de indicar nada menos que dez produções para o prêmio de melhor filme - algo usual até os anos 1940. Com cinco filmes, até dava para definir quais seriam as melhores produções da temporada passada com maior convicção; com dez, fica parecendo (isso se não for realmente) estratégia para os espectadores assistirem ao maior número de filmes no mês pré-cerimônia. Alguns dos indicados ao prêmio de melhor filme têm apenas mais uma indicação (como Um Sonho Possível, que também concorre ao prêmio de melhor atriz, com Sandra Bullock, e Um Homem Sério, que concorre a melhor roteiro original, escrito pelos irmãos Coen), fazendo com que as chances de ganhar o prêmio máximo sejam praticamente nulas.

Porém, se a intenção era valorizar um cinema mais comercial que tenha surpreendido positivamente (como que querendo reparar a injustiça sofrida por Batman, o Cavaleiro das Trevas no ano passado) com uma indicação ao Oscar de melhor filme, essa estratégia da Academia pode ter sido bem sucedida. A indicação de Distrito 9 ao prêmio principal, por exemplo, valoriza uma ficção científica instigante e surpreendente, alegorizando a época do apartheid no país que o produziu, a África do Sul. Já a de Up: Altas Aventuras (a segunda de um longa de animação ao Oscar de melhor filme, depois de A Bela e a Fera em 1992) consagra um grande sucesso popular, que atinge todas as idades. Isso sem falar de Bastardos Inglórios, que mostra um Tarantino mais afiado do que nunca.

Serve de curiosidade o fato de, pela primeira vez depois de 11 anos, dois filmes sul-americanos (o argentino O Segredo de Seus Olhos e o peruano A Teta Assustada, vencedor do Urso de Ouro do ano passado, no Festival de Berlim) serem indicados ao prêmio de melhor filme em língua estrangeira - concorrem com o israelense Ajami (é o terceiro ano seguido em que um filme de Israel concorre nessa categoria), o francês Um Profeta e o grande favorito, o alemão A Fita Branca, que também foi indicado a melhor fotografia. A surpresa se deve a uma política informal da Academia de não indicar dois filmes de uma mesma região específica a filme estrangeiro - a última vez em que isso havia ocorrido foi em 1999, quando o brasileiro Central do Brasil e o argentino Tango perderam para o italiano A Vida É Bela.

Fico me perguntando quais seriam os indicados ao prêmio de melhor filme se ainda fossem apenas cinco os concorrentes, ao invés de dez. Levando-se em consideração o número de indicações obtidas por cada filme, o meu palpite seria de que os indicados seriam, por coincidência, os mesmos que foram indicados ao prêmio de direção: Avatar, Guerra ao Terror, Bastardos Inglórios, Preciosa e Amor sem Escalas. Digo que o Oscar será ganho por um destes cinco filmes. E afirmo, sem o menor medo de errar, que vou fazer essa brincadeira enquanto houver dez indicados ao Oscar de melhor filme...

31.1.10

RATO DE CINEMA

Quem me conhece, sabe que o cinema é uma de minhas maiores paixões. Por isso, a minha obsessão em assistir Avatar e não conseguir porque as salas todas estão lotadas - pelo menos as que passam a cópia a que quero assistir, em 3D e com legendas (a cabeçudice é outra característica minha).

Enquanto não consigo (pelo visto, vai levar tempo pro filme sair de cartaz, visto que é um estrondoso sucesso de bilheteria), vou assistir a outros de meu interesse. O filme que está ali embaixo, por exemplo, Onde Vivem os Monstros, que vi e achei bem simpático como filme "pseudoinfantil". Os que estrearam neste final de semana também estão na lista, mesmo que não entrem na lista de indicados ao Oscar, que será divulgada na terça-feira. Invictus, de Clint Eastwood, fala sobre a luta de um grande líder do nosso tempo (um líder de verdade, Nelson Mandela) para unir o povo de seu país no período pós-apartheid através da seleção sul-africana de rúgbi. Outro que me interessa é Zumbilândia, de Ruben Fleischer, comédia de terror elogiadíssima por onde passa. Num ano em que dez produções serão indicadas ao Oscar de melhor filme, certamente não irão faltar opções.

21.1.10

A ALEGORIA DA SOLIDÃO


  • Filme: Onde Vivem os Monstros (Where the Wild Things Are, Estados Unidos, 2009)
  • Direção: Spike Jonze
  • Elenco: Max Records, Catherine Keener, Mark Ruffalo e vozes de James Gandolfini, Paul Dano, Catherine o'Hara, Forest Whitaker, Michael Berry Jr. e Chris Cooper

Quem nunca quis reinar sobre uma terra imaginária uma vez qualquer no início de sua vida, que atire o primeiro lápis de cera. O filme de Spike Jonze, baseado no livro infantojuvenil de Maurice Sendak, leva isso à risca ao contar a história de um pré-adolescente em crise que resolve fugir de casa e ter o seu próprio reino, num lugar muito distante de qualquer um que ele conheça. Um lugar onde ele possa superar a solidão com pinceladas de estranheza que funcione para isso.

O grande trunfo do filme, independentemente de ser fiel ou não ao livro que o originou, é o envolvimento da história sobre o espectador. Isso passa pela fotografia, pela trilha sonora, pelas atuações e locações... até pelos próprios monstros, que parecem assustadores mas são apenas gigantes peludões com os mais variados sentimentos humanos. A imaginação fértil do guri para ser rei parece não ter limites, até o momento em que ele descobre não ser bem assim.

Ao final do filme, não sabemos se isso ocorreu mesmo ou se foi apenas um sonho - não há nada que comprove a verossimilhança dos fatos ou o que dê a entender o que realmente houve. Compreensível: o mundo dos jovens é mesmo quase paralelo ao real. Por isso mesmo, é tão fascinante.

18.1.10

O MAIS CIVILIZADO DOS PAÍSES LATINO-AMERICANOS



Não é novidade pra ninguém que o Chile é o país que mais cresce na América Latina - tanto economicamente quanto politicamente. Vinte anos depois do fim da ditadura de Augusto Pinochet, uma das mais longas e sangrentas da região, o país banhado pelo Oceano Pacífico vem mantendo índices significativos de desenvolvimento, o que influi na qualidade de vida da população. Na política, os chilenos mostram que não embarcaram na onda populista que anda varrendo o território latino-americano nos últimos anos. Neste domingo, o empresário Sebastián Piñera, opositor da presidente Michelle Bachelet, foi eleito presidente no segundo turno, derrotando o candidato da situação, o ex-presidente Eduardo Frei (1994-2000), penúltimo antes da posse de Bachelet - não há reeleição no Chile.

Piñera é o primeiro político de origem conservadora a ser eleito presidente do Chile desde o fim da Era Pinochet (1973-1990) - Frei e Bachelet, além dos ex-presidentes Patricio Aylwin (1990-1994) e Ricardo Lagos (2000-2006), tinham tendência de esquerda. O presidente eleito tinha perdido para a própria Bachelet nas eleições de 2006. Os quatro presidentes do país nos últimos 20 anos seguiram à risca a política econômica aplicada nos últimos anos da ditadura, fazendo com que o país tenha crescimento vigoroso - algo parecido com o que ocorre aqui no Brasil, em relação às políticas econômicas dos governos FHC e Lula. Ao contrário do que poderá ocorrer por aqui, porém, a sucessão acabou sendo até de certa forma tranquila e civilizada.

Michelle Bachelet não se intrometeu na sucessão presidencial. Sabe que fez um bom governo e que a população lhe será grata, tanto que tem índices altíssimos de aprovação. Mesmo assim, o eleitorado chileno não considerou sua administração perfeita (nenhuma é, dizendo a verdade) e elegeu um opositor como seu sucessor. Como diz Orlando Tambosi, venceu a democracia. Isso serve de exemplo para o eleitorado brasileiro, que irá às urnas em outubro e precisa agir de acordo com a sua consciência. O grande temor, porém, é que o governo atual acabe influindo na eleição, não querendo largar o osso de jeito nenhum. Basta lermos o texto abaixo para que se tenha uma ligeira ideia do que digo.

17.1.10

JÁ ESTÃO COMEÇANDO A APELAR



Duas semanas depois de sua estreia nos cinemas, o filme Lula, o Filho do Brasil, dirigido por Fábio Barreto, não vem levando tantos espectadores aos cinemas como o esperado. Mesmo com números maiores que um lançamento comum (pouco mais de meio milhão de pessoas foram às salas assistir à produção até o momento), eles vêm sendo decepcionantes, levando-se em consideração que trata-se de uma superprodução, que estava coberta de expectativa e, acima de tudo, muitas pretensões - como a de, pelo menos, chegar perto da bilheteria obtida por 2 Filhos de Francisco: A História de Zezé di Camargo e Luciano (2005), de Breno Silveira (um filme semelhante em sua estrutura), que era a maior da chamada Retomada até o ano passado, com cerca de seis milhões de ingressos vendidos - foi ultrapassado em 2009 por Se Eu Fosse Você 2, de Daniel Filho. O alto carisma do presidente Lula, cuja história é em parte contada na película (embora o foco maior, até para tentar atrair alguns antilulistas, seja na mãe do então líder sindical, interpretada pela mesma Glória Pires do sucesso do ano passado), era um grande trunfo para atrair espectadores. Porém, não é isso o que se vê. Por isso, produtores e lulófilos tratam de se mexer para evitar o desastre - ou, pelo menos, evitar um prejuízo maior.

Sindicatos querem levar de graça seus afiliados aos cinemas para turbinar os números, emissoras de TV fazem merchandising do filme em seus programas (afinal de contas, como coprodutoras, não querem pagar um mico histórico), prefeitos e deputados governistas planejam massificar a exibição do filme levando-o a telas provisórias no interior do país. Mas o fato é que a alta popularidade do presidente da República não chegou aonde os cinemas estão, ou seja, pelo visto a classe média não se interessou em assistir a essa produção que chegou às salas fora de hora, em pleno ano de eleição. Faria mais sentido se estreasse em novembro, só depois das eleições presidenciais. Lançado nove meses antes (há planos de o DVD ser vendido a preço popular ainda em agosto ou setembro, isto é, em pleno calor da campanha), é encarado como peça de campanha política ou de culto à personalidade - algo apenas visto em regimes ditatoriais.

As críticas sobre o filme são divididas - algumas elogiam as atuações nele presentes, outras criticam os exageros nele contidos. Fica entre a homenagem e o messianismo. Mas não dá pra não associar a superprodução à campanha presidencial deste ano. Afinal, a pré-candidata da situação, Dilma Rousseff, anda precisando de uma certa ajuda. E as chances dela se eleger parecem depender do sucesso do filme, custe o que custar.

14.1.10

CÉREBRO E FORÇA BRUTA


  • Filme: Sherlock Holmes (Sherlock Holmes, Estados Unidos/Grã-Bretanha, 2009)
  • Direção: Guy Ritchie
  • Elenco: Robert Downey Jr., Jude Law, Rachel McAdams, Mark Strong, Eddie Marsan, Kelly Reilly, Hans Matheson

A mais nova transposição do detetive criado pelo escocês Arthur Conan Doyle para o cinema (já são contadas mais de duzentas, o que o faz o personagem mais retratado em celuloide), desta feita por Guy Ritchie, promove uma releitura do personagem, privilegiando uma maior ação - porém, sem abrir mão das famosas deduções do protagonista. Uma boa fusão do clássico com o moderno, algo bem guyritchieano, por assim dizer.

Um caso aparentemente insolúvel, que envolve uma sociedade envolvida em magia negra, é o mote para boas cenas, capazes de prender a atenção do espectador. Quem nunca leu um livro que tenha Holmes como personagem principal, como é o caso deste que vos escreve, pode curtir a película e ter a curiosidade pela leitura ativada. Quem já leu pode reconhecer os personagens (vividos em inúmeros filmes nos 105 anos anteriores) e perceber suas nuances e características.

13.1.10

BOLIVARIANISMO GALOPANTE



Tá, eu sei que o assunto do momento é o trágico terremoto que atingiu o Haiti, que pode ter sido responsável por centenas de milhares de mortes - entre elas, a da fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns. Mas não posso ficar indiferente à mais nova patacoada do governo federal, cada vez mais alinhado com que há de pior e mais populista na América Latina. Depois do desastroso desempenho da diplomacia brasileira desde a chegada de Lula e aliados ao poder, agora vem a tal Comissão da Verdade, que mais parece saído da obra literária 1984, de George Orwell - tanto no nome quanto nas intenções bem seletivas, se me entendem.

A tal Comissão tem a intenção de "examinar a violação de direitos humanos" durante a vigência do regime militar (1964-1985), mas apenas referindo-se a membros dos governos de então que praticavam torturas e outros crimes para obter informações a respeito dos que combatiam a ditadura. Seria justo se, do outro lado, também não houvesse os que, no auge da Guerra Fria, queriam derrubar um regime direitista para colocar no lugar uma ditadura de esquerda (eu já tinha escrito sobre esse assunto aqui). Mas justiça plena não é a especialidade do atual governo, como deu pra perceber...

Não por acaso, a polêmica causou um racha entre governistas e militares. Na virada do ano, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os chefes militares chegaram a apresentar carta de demissão ao presidente Lula, mas depois mudaram de ideia - com restrições. Levando-se em consideração que vários dos integrantes do atual governo fizeram parte de organizações terroristas (como o próprio ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, foto acima; a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff; o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins; e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc), porém, a tensão entre as partes tem tudo para continuar.

Quando do pedido de extradição do terrorista italiano Cesare Battisti, o ministro da Justiça, Tarso Genro, declarou que havia um "fascismo galopante" na Itália, o que justificaria uma recusa pelo governo brasileiro em atender esse pedido. Mais fácil é declarar que, agora, há um bolivarianismo galopante em curso no Brasil, aproveitando a onda populista que ora varre a América Latina. Quem perde com isso, obviamente, é a nossa democracia.

9.1.10

QUE ASSUNTO?

Mal o ano virou, houve uma tragédia em Angra dos Reis. Pouco antes, Boris Casoy havia causado polêmica ao ofender garis ao vivo, sem se dar conta que o som estava aberto. Durante a virada do ano, numa ilhota do Caribe, a estrela Beyoncé (célebre valorizadora das mulheres e apoiadora do governo Obama) fez um show particular, pago pelo filho (acusado de agredir mulheres) do ditador líbio Muammar Kadafi (velho inimigo do governo norte-americano). Voltando ao Brasil, o governo Lula quer aprovar o Programa Nacional dos Direitos Humanos, que quer discuti-los de uma forma... hã... "humanitária", se é que vocês me entendem (e, principalmente, entendem o governo Lula). Pra completar a sucessão de desgraças a abrir a década, a seleção de futebol de Togo sofre um atentado e desiste de disputar a Copa Africana das Nações.

Olha, é tanta coisa acontecendo em tão pouco tempo que o início do ano de 2010 é tão confuso quanto o primeiro parágrafo deste texto.