5.10.08

OS VOTOS DO BLOGUEIRO FORAM PARA...

  • VEREADOR: Patrícia Amorim (PSDB, 45007) - Um de meus assuntos preferidos é o esporte; quem lê este blog, sabe que isto não é segredo algum. E um político que tem a massificação esportiva como plataforma é sério candidato a ganhar meu voto. Pela terceira vez seguida, a vereadora Patrícia Amorim recebe meu voto de confiança para o cargo de vereadora na cidade do Rio. Ela assume seus compromissos e faz questão de cumpri-los sempre, tendo o incentivo da prática esportiva como meta. Seus projetos de lei relacionados ao assunto são prova disso.
  • PREFEITO: Fernando Gabeira (PV, 43) - Desde que o deputado federal verde ainda pensava em se candidatar à prefeitura, eu via essa proposta com simpatia (para mais detalhes, leia aqui). Por um motivo simples: vejo-o como o único candidato com alguma sombra de decência, diante do quadro caótico da política carioca atual. Não vejo Gabeira como alguém que queira usar um hipotético cargo de prefeito como trampolim para vôos mais altos, ao contrário dos demais candidatos. Além disso, ele se propõe a discutir o problema da segurança como nenhum outro candidato fizera na campanha. Isso resultou na crescente adesão do eleitorado, mesmo com uma campanha de certa forma discreta, que pode levá-lo ao segundo turno. Se isso acontecer, será uma eleição imprevisível, pois a tendência é a candidatura de Gabeira crescer mais, com propostas para regiões da cidade em que ele ainda não tem tanta popularidade, como as Zonas Norte e Oeste.

4.10.08

TPE: TENSÃO PRÉ-ELEITORAL



As eleições municipais de 2008 terão o seu primeiro turno amanhã e o número de indecisos, pelo menos aqui na cidade do Rio de Janeiro, ainda é considerável. As pesquisas de opinião, embora não sejam exatamente surpreendentes, dão ainda mais emoção ao pleito.

O candidato Eduardo Paes (PMDB) já está no segundo turno. A segunda vaga está entre Marcelo Crivella (PRB), Fernando Gabeira (PV) e, em menor grau, Jandira Feghali (PCdoB). Está uma disputa feroz e equilibrada entre o senador, que liderava nas primeiras pesquisas, e o deputado federal, que cresceu muito nas semanas anteriores à eleição. Nada mal, já que há alguns meses muitos temiam um segundo turno entre Crivella e Jandira. Agora, poderemos até ter um segundo turno entre Paes e Gabeira, muito melhor no quesito alto nível de campanha. No início da campanha, em 1º de julho, escrevi aqui minhas impressões iniciais sobre os candidatos à prefeitura do Rio.

Já em São Paulo, é praticamente certo o segundo turno entre a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) e o atual detentor do cargo, Gilberto Kassab (DEM). Ou seja, esta eleição pode marcar a falência política do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que mandou para o espaço a antiga aliança entre os tucanos e o ex-PFL ao bater o pé pra se candidatar ao cargo de prefeito da maior cidade do país, contrariando até mesmo o governador José Serra.

Amanhã à tarde, revelarei em quem confiei meu voto - já escolhi meus candidatos a prefeito e vereador. A figura acima, apesar de ter pouca relação com minha escolha, é uma pequena curiosidade pinçada nos jornais de hoje. A edição deste sábado de O Globo dedicou uma página inteira para informar os nomes de todos os candidatos a vereador na cidade do Rio de Janeiro. Entre os candidatos do PTC (Partido Trabalhista Cristão), está ninguém menos que... Papai Noel! Podem procurar, ele está lá. Será que, se o Bom Velhinho conseguir uma vaga na Câmara dos Vereadores, ele dará presentinhos aos seus eleitores? Bem, como o Noel não será um dos que receberão o meu voto, não sou eu que saberei.

CRISE DE IDENTIDADE

"Emo é o caralho!!!!!"

Di Ferrero, vocalista da banda NXZero, ao receber o prêmio de Artista do Ano no VMB, premiação da MTV, na noite de quinta-feira. Tá bom... Se NXZero não é emo, minha avó é bicicleta.

3.10.08

COMO EU GOSTARIA DE ENTENDER DE ECONOMIA!

Quem sabe, assim, eu teria um pouco de assunto pra escrever aqui.

Com essa crise financeira que assola o mundo hoje (tendo seus reflexos, como o esperado, nas eleições presidenciais norte-americanas), o que mais lamento é não ter muito interesse por economia. Isso vem desde que comecei a ler jornais: acompanho com interesse os assuntos do país, do mundo, dos esportes, da cultura... e nada de economia. Como me arrependo disso, meu Deus. Agora é só lamentar ficar por fora de todas as rodinhas de conversa sobre o assunto.

29.9.08

ESSA COISA AINDA VAI FEDER...

Foi anunciada uma parceria entre Venezuela e Rússia para a construção de um reator nuclear no país sul-americano. Segundo as duas partes, a energia é para fins pacíficos.

Não sei por quê, mas tenho a ligeira impressão que já vi este filme antes. Vale lembrar que o Irã faz o mesmo, e seu presidente tem o estilão brucutu de Hugo Chavez. Se Chavez já é assim, imagine com energia nuclear - mesmo que "pacífica" - à disposição...

28.9.08

FALTA UMA SEMANA, E NADA SE DEFINE

Neste domingo, faltam exatos sete dias para o primeiro turno das eleições municipais. Nas duas maiores cidades do Brasil, é certo que haverá segundo turno e que um candidato está definido (o peemedebista Eduardo Paes no Rio, a petista Marta Suplicy em São Paulo). Mas o que anda tirando o sono de muita gente nos dois lados da Ponte Aérea é a renhida disputa pela outra vaga na grande decisão eleitoral, em cada uma das duas metrópoles.

No Rio, como venho escrevendo aqui já faz algum tempo, Eduardo Paes está praticamente garantido no segundo turno, em 26 de outubro, aguardando de camarote seu adversário. As pesquisas de opinião apontam um empate técnico entre Marcelo Crivella (PRB), Fernando Gabeira (PV) e Jandira Feghali (PCdoB). A indefinição já é grande, e a discrepância entre os números do IBOPE (que aponta empate técnico entre Paes e Crivella, que estaria 14 pontos à frente de Gabeira) e do Datafolha (que afirma que Gabeira está tecnicamente empatado com Jandira e Crivella, que por sua vez estaria longe de Paes) contribui para que ela fique ainda maior. Continuo com meu aviso: ainda poderemos ter surpresas nesta reta final de campanha. A candidatura de Gabeira é a que mais está crescendo, enquanto vejo Crivella e Jandira apenas estáveis. O senador e o deputado federal, até este momento, fazem campanhas construtivas, ou seja, sem atacar ninguém. Como a tendência de Feghali, considerando-se seu histórico de metralhadora giratória, é de atirar para todos os lados...

Em São Paulo, a ex-prefeita Marta Suplicy segue isolada na ponta e está quase no segundo turno, mas poderá ter problemas lá. Isso porque a outra vaga está sendo muito disputada entre o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM). Mesmo com o recente ataque de pelanca de Alckmin contra Kassab, quem conseguir mais votos entre os dois certamente será o favorito contra Marta. E é o mais provável que o atual ocupante do cargo leve a melhor, por ter um mandato bem avaliado, e também devido a sua tendência a subir. Ou seja, pode ser que Alckmin, dois anos depois de perder a eleição presidencial para Lula, amargue mais um fracasso eleitoral, que poderá queimá-lo para sempre.

22.9.08

LULA, O DIVINO

"Deus já assumiu publicamente que é brasileiro. Ele, na Sua onipotência, olha para o mundo inteiro. Mas eu acho que Ele pensou: 'Agora Eu vou ser um pouquinho brasileiro, já que esse Lula está aí."

Lula, durante um discurso realizado num comício de apoio à candidatura de Marta Suplicy à prefeitura de São Paulo, no último sábado. Pelo visto, o presidente será mais adorado que Chuck Norris, Obina, Eto'o e o próprio Deus juntos.

20.9.08

FATOS ELEITORAIS

A campanha eleitoral, como já escrevi aqui, é cheia de momentos peculiares, para não dizer hilariantes (a grande maioria deles, como sabem, oriundas do horário eleitoral - e olha que não estou falando das figuraças que querem se eleger a qualquer custo e costumam render excelentes momentos no YouTube). Aqui no Rio, por exemplo, há muitos deles.

Como, por exemplo, a guerra que o candidato do PDT à prefeitura do Rio, Paulo Ramos (que, pelo visto, entende bem do assunto e tem em quem se espelhar: pra quem não se lembra - eu, por exemplo, nem me lembrava disso - ele foi o deputado estadual que deu a medalha Tiradentes ao presidente venezuelano, Hugo Chavez, em janeiro do ano passado), parece ter declarado à imprensa, e às Organizações Globo em particular (pelo que parece, o deputado está louco para suprir a ausência de Leonel Brizola). Nesta semana, escrevi aqui que ele se recusa a aceitar os termos das emissoras de TV para realizações de debates no primeiro turno. Ou seja: assim como sua adversária Jandira Feghali (PCdoB), Ramos quer um "debate para todos", literalmente - todos os 12 candidatos, inclusive os dos PCOs e PCBs da vida. Pelo visto, só assim ele participa de um debate, visto que o PDT, hoje, não consegue de jeito nenhum ficar entre os primeiros na cidade do Rio. E haja paciência do eleitorado pra aturar um debate desses.

Uma coisa que percebi no programa eleitoral para vereador, aqui no Rio, foi a maciça aparição dos chamados "puxadores de legenda". Os candidatos mais fortes de cada minicoligação (aqueles que lançam candidatos para o Legislativo; quando juntos, apóiam um mesmo candidato de um cargo do Executivo) costumam aparecer duas ou mesmo três vezes, de forma alternada, no mesmo programa! Eu sei que é importante, para os partidos, lançar o seu candidato mais forte para que ele tenha mais chance de ganhar mais votos e eleger mais companheiros de partido. Mas que eles estão exagerando, estão...

Falando em exagero, encontrei pelas cidades da Região Metropolitana fluminense um candidato altamente improvável, que fracassou por onde passou e, pelo visto, tem tudo para fracassar de novo. Trata-se de Wagner "Halloween é o cacete" Vasconcelos, o Wagner do MV-Brasil (pra quem é de fora do Rio e não conhece a figura direito, leia este texto aqui para ter uma ligeira idéia). Uma amostra de sua trajetória político-eleitoral: em 2004, candidatou-se a vereador, na cidade do Rio de Janeiro, pelo PDT - e perdeu. Em 2006, candidatou-se a deputado federal pelo extinto PRONA - e perdeu de novo. Agora, neste ano de 2008, candidata-se novamente ao cargo de vereador, desta vez pelo PMN (pelo visto, fidelidade partidária não é muito o seu forte). Até aí, nada demais. O detalhe é que ele está se candidatando em... São Gonçalo!!! Um santinho de sua candidatura dá bem a mostra do que virá se ele conseguir ser eleito - basta ver quem o apóia. É a mostra definitiva da frase "Diga-me com quem você anda, que eu lhe direi quem é".

Mas, pelo menos, voltando à capital, há uma boa notícia. Ao contrário do que já tinha escrito aqui antes, o segundo turno entre Eduardo Paes (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB) não está tão certo. Claro, continuo bancando a ida de Paes ao segundo turno. Mas Crivella, considerando-se as últimas pesquisas, está em queda livre, apesar do apoio velado do presidente Lula. Faltam duas semanas para as eleições, e a segunda vaga ainda está em aberto. Por mais que Jandira Feghali (PCdoB) esteja de olho, acredito que há grandes chances de Fernando Gabeira (PV) tascar esta vaga. A campanha do deputado federal é discreta, mas elegante, coerente e, afirmo, bem consistente. Um segundo turno entre Paes e Gabeira seria, para mim, o ideal para garantir um bom nível de campanha. Mas isso será decidido pelos eleitores cariocas, no dia 5 de outubro.

19.9.08

EM TERRA DE CEGO...


  • Filme: Ensaio Sobre a Cegueira (Blindness, Brasil/Canadá/Japão, 2008)
  • Direção: Fernando Meirelles
  • Elenco: Julianne Moore, Mark Ruffalo, Gael García Bernal, Danny Glover, Alice Braga, Yusuke Iseya, Sandra Oh

Uma estranha epidemia de "cegueira branca" que acomete uma cidade não-identificada é o enredo principal do mais novo filme do mais bem-sucedido diretor brasileiro dos últimos anos. Mas os seus desdobramentos mostram o quanto sórdido pode ser o homem, quando pensa ser o superior dentre todos os que estão por baixo, mal sabendo que alguém pode fazer a diferença.

Apenas uma pessoa consegue ficar de fora dessa epidemia, sendo imune à doença. Mesmo assim, ela se iguala às demais, sofrendo tudo o que os outros sofrem. Um nobre exemplo de altruísmo presente na produção, adaptada do livro homônimo de José Saramago. Esqueçam quaisquer pinimbas ideológicas que possam ser interpretadas pelo espectador, conhecendo o histórico do autor do livro, e curtam o momento que lhes é oferecido por Meirelles.

Pra quem não leu o livro, como este que vos escreve, uma boa oportunidade para conhecer a obra. Quem leu deve ter curtido a adaptação, sem muitas restrições. O próprio Saramago afirmou que o filme reproduz dignamente o que está escrito no livro. Portanto, não há muito o que discutir...

17.9.08

RECLAME COM O PAULO RAMOS, UÉ!



Nos mais recentes programas do Horário Eleitoral Gratuito no Rio de Janeiro, a candidata Jandira Feghali (PCdoB) queixou-se de que não havia debates entre os candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro, enquanto todas as outras capitais já os tinham realizado. Segundo ela, o debate é a melhor maneira de conhecer cada um dos candidatos e as suas propostas (no que concordo). Ela desafiou os concorrentes e as emissoras de TV a realizar um debate público - "é só marcar a hora e o local", diz.

Pessoalmente, eu também gostaria que houvesse debates entre os candidatos à prefeitura do Rio - embora dois candidatos tenham se distanciado um pouco nas pesquisas, o panorama ainda é de certo equilíbrio entre eles e os demais, o que já era esperado. Dois debates já foram cancelados, e o terceiro deverá seguir o mesmo caminho. Ou seja: debate no Rio, só se houver segundo turno. Mas por que será que os debates cariocas não estão sendo realizados? A resposta é simples: um certo piti que o PDT está dando.

Muitos cariocas certamente nunca ouviram falar do deputado estadual Paulo Ramos. Mas muitos têm ciência de que seu partido, o PDT, anda decadente na cidade do Rio de Janeiro, sua grande base político-eleitoral até bem pouco tempo atrás. Pra falar a verdade, o PDT está morto no Rio, e não é de hoje. Afinal, anos de (des)governos estaduais (quem sofreu com Leonel Brizola e Anthony Garotinho ocupando o Palácio Guanabara sabe muito bem do que estou falando) não passaram impunes para o eleitorado carioca. Tanto que o PDT não consegue nada na capital fluminense há 16 anos, desde que Cidinha Campos ficou, nos últimos dias, de fora do segundo turno das eleições municipais (perdendo para Benedita da Silva, do PT, e Cesar Maia, do PMDB - que seria eleito -, em 1992). Em 1996, Miro Teixeira acabou em quarto lugar. Em 2000, o ex-governador Brizola também foi o quarto colocado. Em 2004, Nilo Batista acabou em sexto. Só não digo que este sexto lugar de quatro anos atrás foi o auge do debacle pedetista porque tenho certeza de que ele está por vir agora, com Paulo Ramos. Mas, mesmo assim, o PDT não perde a pose.

Acontece que o partido, e seu candidato Paulo Ramos, não admitem de forma alguma que não têm a menor chance de serem eleitos. A Lei Eleitoral obriga que, para promoverem debates entre os candidatos de qualquer cargo no Executivo, as emissoras de TV contem com a concordância de todos os candidatos. No Rio, apenas Paulo Ramos não assinou. Por um simples motivo: as emissoras (no que têm todo o direito, visto que ninguém agüentaria um debate com doze candidatos) querem um limite de postulantes ao cargo no debate, com os cinco ou seis mais cotados em pesquisas de opinião - o que o PDT não aceita.

Muitos podem argumentar que o PDT age com coerência no caso, visto que sempre combateu os institutos de pesquisa desde que Brizola estava vivo. Mas, sinceramente, duvido muito que, se Ramos estivesse bem cotado para ficar pelo menos entre os cinco primeiros, o partido não assinaria. O fato é esse: os pedetistas querem botar a culpa da própria incompetência em outros aspectos, o que sempre fizeram.

Um conselho a Jandira Feghali: quer um debate ainda no primeiro turno? Reclame com o Paulo Ramos, ué.