28.7.09

A MELHOR COISA É SER PARENTE DO SARNEY (E A PASSIVIDADE DO SENADO)


Se alguém ainda me lê, peço desculpas pelas poucas atualizações neste blog (falando nisso, o próximo texto será o de número 500 em quatro anos de existência). É que obrigações profissionais me impedem de atualizá-lo com maior frequência. Por isso, demoro um pouco para falar sobre mais um escândalo envolvendo o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Sabe-se que ele intercedeu em favor da contratação, sem concurso, do namorado de uma neta para trabalhar na Casa, com a providencial ajuda do então diretor geral Agaciel Maia. Isso prova a falta de limites ora existente no Senado, fazendo com que os seus integrantes acabem se achando acima do Bem e do Mal - e, ainda por cima, com o apoio do governo, que ficará com as calças na mão se Sarney sair da presidência, ainda que sob licença. É cansativo ficar falando sobre esse assunto, mas sinto que é exatamente o que eles querem: que ele seja esquecido por outros fatos de momento.

Torna-se essencial para a opinião pública - o que passa pela imprensa - pressionar os senadores a fazer alguma coisa, nem que seja para estancar essa hemorragia que aos poucos mata o Congresso. Eles parecem passivos, acomodados, relapsos, sem reação alguma. Parecem esperar as eleições do ano que vem, e ainda faltam pouco mais de 14 meses. O Brasil já viu esse filme, de 2005 para 2006, e não gostou nada do final.